sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Scones | Comidas do Mundo - Inglaterra

Este mês a rubrica "Comidas do Mundo" chega com uns dias de atraso, mas tenho andado bastante ocupada e o tempo para o Blog e YouTube tem sido quase nulo. No entanto, mais vale tarde do que nunca, por isso mesmo chego de Inglaterra com uns maravilhosos scones, ainda a fumegar, que sabem tão bem nestes dias frios que já se fazem sentir. Não foi fácil decidir que receita iria trazer relacionado com este país, pois, como já se sabe, tem uma fama de não ter a melhor gastronomia de todas. Mas isso não foi impedimento de me fazer lembrar o quanto adoro scones, aliás, já quando era miúda a minha mãe fazia para levar para a escola, naqueles dias temáticos, neste caso, quando era o "dia do Inglês". Confesso, há anos que não comia um scone (e não preciso de dizer que também nunca fiz) e ao saborear voltei atrás no tempo. Estes ficaram tão crocantes por fora...e macios por dentro...deliciosos! Acho o aspeto tosco e rústico deles uma verdadeira delícia, tal como os scones devem ser! 

Quase não se consegue separar o scone do tradicional chá das 5. É a combinação perfeita para dias chuvosos e frios. A combinação tradicional é de servi-los abertos ao meio com clotted cream (uma espécie de nata bem grossa, da consistência da manteiga, com travo amargo e com um mínimo de 55% de gordura) e doce de morango. Eu deixo de lado o creme de nata e prefiro só usar o doce com um pouco de quejo-creme. 
Dizem que os scones são originários da Escócia e que a origem do nome terá a sua relação com o local onde os Reis da Escócia eram coroados, The Stone (Scone) of Destiny. O que claro, há sempre mil e uma histórias e saber qual a verdadeira nem sempre é fácil. 

Londres é a cidade mais populosa do país e conta com mais de 8 milhões, o que é um número bastante significativo. Têm também uma diversidade étnica e cultural imensa, o que atrai milhões de turistas ao longo de todo o ano. Pessoalmente, não é uma cidade que me atraia. 
Mas sem sombra de dúvida que aterrar em solo britânico é como folhear um livro de história, daqueles incríveis, onde cada capítulo é diferente um do outro. 

Sabiam que as execuções públicas já foram atração turística neste país? É chocante, mas aconteceu no século XIX. Na cidade de Londres chegavam a organizar excursões através de agências de turismo que levavam alunos de escolas a assistir de camarote a estas mesmas execuções. 
Nós sabemos que andar de metro em Londres é quase obrigatório e normalíssimo, mas sabiam que as mais de 400 escadas rolantes do metro dão para fazer duas voltas ao mundo durante uma semana? Foi também o primeiro país do mundo a ter metro.
No Reino Unido, tem o hábito de consumo de chá, sendo mesmo os maiores consumidores do Mundo.
Já todos conhecemos a pontualidade britânica não é verdade?
Adoram futebol, mas nem só de futebol vive o país, já que é conhecido como o "país do desporto" (cricket, badminton, tênis, rugby, etc.).
Os "Pubs" são quase um símbolo representativo da vida social dos britânicos.

Muito mais havia a falar sobre as curiosidades incríveis e história do país, mas vou deixar para outra altura. Para terminar, vamos falar de comida, começando pelos fish and chips, dos pratos mais famosos de Inglaterra, criado, dizem, no ano 1860 pelo imigrante judeu Joseph Malin. É dos pratos mais consumidos no Reino Unido. Um simples peixe frito com batata frita que conquista milhares.
Ah e também alguns dos mais conhecidos cozinheiros do Mundo são britânicos, Gordon Ramsay
Nigella Lawson, Jamie Oliver e Marco Pierre White. 

- Bangers and Mash (salsicha e puré de batatas)
- Cornish Pasty (massa de pastel tradicionalmente feita com farinha, batata e cebola, o recheio é de carne)
- Beef Wellington (folhado recheado com bife e patê)
- Roast Beef (a tradicional carne assada)
- Yorkshire Pudding (Pudim à base de farinha, leite e ovos, normalmente serve de acompanhamento a carne assada)
- English breakfast (composto por feijão, ovos, torrada, tomate, salsichas, cogumelos, doce e linguiça)
- Summer Pudding (feito com pão , frutas vermelhas e açúcar) 




Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo sem fermento
2 colheres (chá) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de açúcar branco
110 gramas de manteiga sem sal (fria)
1 colher (café) de sal fino
300 ml de leite gordo (frio)

q.b. açúcar mascavado
1 ovo batido 

Preparação

Numa taça coloque a farinha, o fermento em pó, o açúcar e o sal. Misture com umas varas.
Parta a manteiga em cubinhos bem pequenos.
Junte a manteiga à farinha e vá esfarelando com a ponta dos dedos, até ficar mais ou menos misturado, numa espécie de areia. 
Junte o leite e misture primeiramente com uma colher de pau, depois com as mãos, até ficar muito bem misturado.
Coloque a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada (não muito) e misture mais um pouco para ficar bem ligado (trabalhe a massa o mais rápido possível para não derreter a manteiga).
Deixe descansar 15 minutos.
Com a ajuda de um rolo da massa estique a massa dos snoces até ficar com uma espessura de cerca de 3 a 4 cm. 
Corte a massa com um cortador redondo de uns 5 a 6 cm de diâmetro. 
Disponha-os num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Pincele com o ovo batido e polvilhe com açúcar mascavado a gosto.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 15 minutos, ou até estarem cozidos e douradinhos. 


Retire do forno e deixe arrefecer um pouco antes de servir. Mas de preferência sirva ainda morno acompanhado com manteiga, doce ou queijo de barrar. Mas se não os quiser consumir, pode congelá-los individualmente. 


Bom Apetite!

"Namaste" No próximo mês viajamos para um país com imensa diversidade, espiritual...e incrivelmente maravilhoso aos olhos de quem o visita! Uma receita para aquecer a alma! "Fir milenge"


domingo, 28 de outubro de 2018

Almôndegas (as melhores de sempre!!)

Adoro almôndegas e esta é sem dúvida uma das receitas mais deliciosas que já preparei. É de comer e chorar por mais. Não deixem de preparar em vossa casa!! Fiquem também com a receita em vídeo para ser mais fácil de compreender a sua preparação.



Ingredientes

500 gramas de carne de vaca (picada)
1 pão fresco (ralado grosseiramente)
50 ml de leite
1 ovo
50 gramas de queijo Parmigiano Reggiano (ralado)
1 dente de alho grande (ralado)
1 colher (sopa) de salsa fresca picada

1 cebola grande (picada)
1 dente de alho grande (laminado)
100 ml de vinho tinto
900 ml de puré de tomate
q.b. manjericão fresco
q.b. azeite
q.b. sal e pimenta preta

Preparação

Numa taça coloque o pão fresco ralado e junte o leite, para humedecer o pão.
Junte o ovo, o queijo, o alho, a salsa e pimenta preta e sal a gosto.
Misture tudo muito bem com a ajuda de uma espátula até ficar uma espécie de pasta.
Adicione a carne e envolva com uma espátula, ou se achar mais fácil com as mãos. Não trabalhe demasiado a carne, para não ficar muito dura.
Com a ajuda de uma colher forme bolas pequenas com as mãos e disponha-as num prato. Se achar que a carne não liga, junte mais pão ralado.
No tacho onde vai preparar as almôndegas, de preferência que seja anti-aderente, coloque um pouco de azeite.
Frite as almôndegas até ganharem uma cor de todos os lados. Retire-as com cuidado para um prato.
No mesmo tacho, para aproveitar os sucos da carne e sabor extra, coloque a cebola e o alho, juntando previamente mais um pouco de azeite se necessário.
Refogue até ganhar uma cor dourada.
Junte o vinho e deixe refogar mais um minuto.
Verta o puré de tomate no tacho e mexa um pouco. Junte um pouco de água para o molho ficar mais fluido, mas a consistência fica ao gosto de cada um.
Condimente com sal e pimenta preta a gosto e mexa.
Junte as almôndegas ao molho com cuidado para não se partirem. Envolva-as bem no molho.
Tape o tacho e deixe ferver.
Coloque no mínimo e deixe cozinhar cerca de 1 hora a 1h30, para apurarem os sabores. Vá retificando os temperos e ajustando a consistência do molho.
Retire do lume e junte folhas de manjericão fresco, mexendo.
Sirva com massa esparguete cozida al-dente! Fica tão, mas tão bom…


Bom Apetite! 

domingo, 21 de outubro de 2018

Bolo de courgette com cacau, laranja e cardamomo



Um bolo aromático cheio de sabor!! Perfeito para o pequeno-almoço de fim-de-semana...



Ingredientes

4 ovos L
320 gramas de farinha de trigo com fermento (para bolos)
60 gramas de cacau em pó
290 gramas de açúcar
120 gramas de manteiga sem sal
1 laranja (raspa)
3 ou 4 graos de cardamomo (as sementes interiores)
1 colher (café) de canela em pó
1 pitada de sal

Preparação

Unte e enfarinhe uma forma de bolo de chaminé.
Numa taça coloque a farinha, o cacau em pó, canela em pó e a pitada de sal. Misture com umas varas.
Noutra taça coloque os ovos, junte o açúcar e bata com uma batedeira elétrica até começar a ficar um creme esbranquiçado. 
Junte a manteiga e bata mais um pouco.
Adicione a raspa da laranja e as sementes de cardamomo. Bata mais um pouco.
Junte os ingredientes secos e envolva tudo muito bem, mas sem mexer demasiado, apenas até estar bem incorporado.
Junte a courgette e envolva tudo muito bem com uma espátula. 
Verta o preparado da massa do bolo na forma. 
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 35 a 40 minutos. Mas vá verificando.
Retire do forno e deixe arrefecer um pouco antes de desenformar. Passe uma faca em volta do bolo para o soltar da forma, se for necessário para desenformar com mais facilidade. 


Bom Apetite!


domingo, 30 de setembro de 2018

Gyosas | Comidas do Mundo - Japão

Confesso que estava ansiosa que chegasse a este mês de setembro. Enquanto planeava esta rubrica "Comidas do Mundo" e decidi fazer uma receita de inspiração asiática, fiquei bastante empolgada, pois apesar de nunca ter feito em casa, sou completamente apaixonada por este tipo de cozinha. E gyosas ou dumplings, é do que mais gosto de comer, completamente viciada diria. É uma receita bem simples de preparar e fica uma verdadeira delícia. São também possíveis inúmeras combinações de ingredientes, até vegetarianas. Embora seja um prato oriundo e típico da China é também muito consumido no Japão e em outros locais da Ásia.

O Japão, também conhecida como a "terra do sol nascente"é um dos países que me desperta mais curiosidade de visitar. Pela sua cultura milenar, comida, toda a história e particularidades que fazem dele um país deslumbrante e que cativa milhões de turistas todos os anos, curiosamente a percentagem de europeus não é muito elevada. Por exemplo a região de Quioto recebe em média 30 milhões de forasteiros.
A região metropolitana de Tóquio é também considerada a maior do Mundo, já que conta com 30 milhões de habitantes, um número de afecto, imenso.
Sabiam que a maior parte das ruas nas cidades japonesas não tem nome?

Os japoneses são seres altamente espirituais, para eles tudo tem significado, sendo o budismo e xintoísmo as suas principais crenças, o que acho incrível, pois são pessoas com hábitos bem curiosos e extremamente saudáveis, tendo uma esperança média de vida na casa dos 83,7 anos. No ano de 2017, eram cerca de 67 mil centenários. 

Enquanto pesquisava dados sobre o Japão fiquei fascinada com alguns dos seus hábitos tão peculiares, mas os que os tornam num povo único. Alguns já conhecia, outros nem por isso. Ficaria horas a ler sobre eles. 

Os japoneses tem uma cultura de trabalho muito enraizada, já que são capazes de entrar ao trabalho às 9h00 e sair apenas à meia-noite e em muitos casos ficam a dormir no local de trabalho. Podem chegar a fazer cerca de 100 horas semanais. 

O Japão é o país da Tecnologia e são viciados em telemóveis, chegando o ponto em que criaram smartphones à prova de água para que possam ficar (até) no chuveiro, tal é a adição. 

São em geral extremamente educados, não incomodam ninguém na rua, são muito reservados, resumindo um povo civilizado. Fazem até um sinal de reverência ao curvarem-se, e quanto mais se curvam, significa que mais agradecidos estão.
Toda a gente já viu algum japonês a andar de máscara, isto tudo para não contaminarem ninguém, com gripe por exemplo. 

É um país muito organizado. Eles pensam em tudo e tem alternativas práticas para tudo e mais alguma coisa para facilitar a vida das pessoas. Há máquinas de vendas pelas ruas e o civismo vê-se pois nenhuma delas é vandalizada, o que em Portugal, infelizmente é muito difícil de acontecer. O que nisto há algo que não me agrada. A utilização de embalagens, plásticos é algo que me incomoda, já que não é propriamente ecológico.
É também muito limpo. Não se vê lixo o chão e é proibido fumar na rua. Existem locais próprios para os fumadores.

É também bastante seguro andar pelas ruas, sem medo de ser assaltado. 
Achei também incrível o facto de que os transportes, neste caso o comboio, raramente sofre atrasos, quando atrasa é apenas em segundos, pelo que as pessoas são avisadas desse mesmo atrasado e recebem um pedido de desculpas. Pontuais ao extremo. 
No entanto, um dado nada feliz, é que está entre os países com maior taxa de suicídio. 

O ritual da refeição é para eles de grande relevância, por isso mesmo não comem a andar e raramente comem na rua. Não deixam comida no prato e o sorver, fazer barulho a comer é sinal de que a comida está saborosa, que a apreciaram.
Pensam em colocar os pauzinhos numa tigela de arroz na posição vertical? Esqueçam! Para eles é sinal de má educação.

A comida e produtos alimentares são dos mais diversificados do mundo, em termos de oferta e alguns podem até chocar.
Sabiam que existem melancias quadradas? É verdade, os japoneses inovaram ao criar este formato de melancia. 
O Japão tem uma variedade infindável de sabores do refrigerante Fanta. Os mais inusitados, são por exemplo de leite condensado com morango, limão com mel, combinações que normalmente não associamos a esta bebida. 
Algo que pode não agradar à maioria, é que uma carne muito popular no Japão é o cavalo, sendo consumido cru, também designada de "sakura". 
Existem mil e um restaurantes de noodles no Japão, tornou-se extremamente popular, embora não seja algo que fizesse parte da cultura gastronómica mais importante do país. 
Sim, os japoneses comem arroz de manhã à noite, em todas as refeições. 
Apreciam gelados? Também existem sabores bem peculiares. Lembram-se de ter falado em cima da carne de cavalo? Pois que existem gelados com este sabor, bem como de cobra...sabores interessantes, no mínimo!  

Muito mais haveria a dizer, mas se ficaram com curiosidade pesquisem mais...acreditem que irão ficar boquiabertos! 
Vamos agora falar dos pratos mais tradicionais do Japão:

- Ramen (sopa quente com noodles com os mais variados ingredientes)
- Okonomiyaki (uma espécie de panqueca grelhada com ingredientes ao gosto de cada um, ovos, carne, legumes, etc)
- Sushi e sashimi
- Yakisoba (massa frita com vegetais, carne...)
- Tempurá (vegetais, camarão, envoltos num polme e fritos, existe também tempurá doce)
- Nikuman (pão cozido ao vapor recheado de carne)
- Gyudon (tigela de arroz coberta com carne e cebola)
- Tonkatsu (carne de porco panada e frita)
- Shabu Shabu (aqui dá para comer o que quisermos, porque existe uma escolha de carne, vegetais e massa, onde na mesa é colocada uma panela com água e caldo separadamente  e cozinhamos diretamente o que queremos comer)
- Melon pan (pão doce de melão)
- Taiyaki (panqueca em formato de peixe)
- Wagashi (feitos com gelatina extraída de algas marinhas e com uma pasta de feijão doce)
- Mochi (bolinho feito à base de arroz)

Entre outros pratos deliciosos...





Ingredientes (cerca de 50 gyosas)

300 gramas de carne porco (picada)
3 folhas de couve branca (picada bem finamente)
2 dentes de alho grandes (ralados)
1 colher (chá) de gengibre fresco (ralado)
2 colheres (sopa) de cebolinha fresca (picada finamente)
1 colher (sopa) de óleo de sésamo
1 colher (sopa) de molho de soja
q.b. sal e pimenta preta

2 embalagens de massa para gyosas (se forem congeladas, deixe descongelar totalmente e
a temperatura ambiente)

Para o molho (opcional): molho de soja com um pouco de óleo de sésamo e vinagre de maçã.

Preparação

Numa taça larga coloque todos os ingredientes e misture muito bem, no entanto, sem trabalhar demasiado o preparado para a carne não ficar seca. Misture apenas até os ingredientes estarem misturados.
Com a ajuda de uma colher de sobremesa coloque um pouco do recheio no meio de cada disco de massa. Não encha demasiado para conseguir fechar e a gyosa cozinhar mais rápido. 
Molhe o dedo indicador na água e molhe em toda à volta da massa. 
Dobre a massa a meio, feche e pressione bem as pontas para unir e não abrir. 
Dê um efeito de pregas à gyosa assentando cada uma delas num prato. (Vejam o vídeo em baixo para ver como as faço). 


Repita a operação até a massa toda acabar.
Numa frigideira anti-aderente grande coloque um fio de óleo de sésamo ou de girassol.
Em lume médio-alto frite as gyosas até ficarem bem douradas por baixo (1 a 2 minutos). 
Junte um copo de água (250 ml), coloque no mínimo o lume e tape para que acabem de cozer numa espécie de vapor por uns 6 minutos. 
Repetir esta operação até se esgotarem todas as gyosas. 
Servir com um molho de soja ou um ao vosso gosto. 


Bom apetite!

What’s the craic? 
No próximo mês viajamos para um país real...marcamos hora às 17h00. 
Ta ta for now!