segunda-feira, 30 de abril de 2018

Focaccia de alecrim e azeitonas | Comidas do Mundo - Itália


Hoje é dia 30, e isso significa dia de mais uma publicação da rubrica “Comidas do Mundo”. O tempo tem sido escasso, e infelizmente o blogue tem ficado mais parado, no entanto, e pelo menos no final de cada mês uma receita vai haver. Este mês agrada-me particularmente pois viajamos até à Itália. Qualquer apaixonado por comida tem um fascínio pela gastronomia italiana. A base da dieta mediterrânea é na minha visão das mais saborosas, versáteis e saudáveis, e nisso a Itália é expert. Já me consigo imaginar a contemplar as belas paisagens da região Toscana com um copo de vinho de vinho na mão e a saborear algumas das suas melhores comidas. 

São mais que muitas as opções, e acreditem que foi um desafio conseguir escolher entre tantas receitas, quer doces e salgadas, porém, a escolha recaiu sobre a Focaccia. São raras as vezes que faço pão (a minha casa é gelada no inverno), e olhando para o canteiro aqui de casa repleto de um alecrim tão aromático, sabia que tentar fazer este belo pão era o ideal. Aproveitei os dias mais quentes que se fizeram sentir para conseguir levedar a massa…e que bela ideia!

Existem inúmeras variações de Focaccia e as combinações são tantas a quantas a nossa imaginação nos possa levar. Decidi escolher uma versão clássica com alecrim e azeitonas. Ficou muito, muito boa. Mas isso sou eu que adoro pão, azeitonas, azeite e ervas aromáticas. Se vocês tem o mesmo gosto que eu, então não podem deixar de colocar as mãos na massa. Sabem o que foi difícil? Conseguir parar de comer! Fica estaladiço por fora, e macio por dentro. 

A Foccacia mais tradicional, é em Genova. Por isso mesmo, diz-se que lá foi a sua origem. Mas existe a possibilidade de já nas civilizações mais antigas ter existido o preparo deste pão (noutra forma). Nada mais natural, pois o pão sempre foi um alimento muito valioso, misturar água e cereal, foi uma descoberta que ajudou em muito na alimentação dos povos. Mais, "focacius" vem do latim "cozido sobre as cinzas".

Itália tem uma cultura gastronómica reconhecida em todo o mundo, o que a torna das mais populares a nível Mundial. É também das minhas favoritas. O modo simples de preparo com ingredientes igualmente simples faz com que seja uma gastronomia que chega e arrebata o coração das pessoas. Há algo de reconfortante nas receitas italianas, até mesmo os pratos mais requintados nos trazem um conforto de como se estivéssemos em casa num clima familiar. Porque não existe povo que goste mais do ritual de se sentar à volta de uma mesa e apreciar bons momentos com conversas num tom tão alto que quem desconhece diria que estariam a discutir. Mas não. São mesmo barulhentos na sua forma de conviver, mas é isso que lhes confere a graça.

Gostam de comer bem, desde a entrada (antipasti), prato principal, sobremesa, e claro, tudo acompanhado por pão e um bom vinho.
Podemos destacar entre os produtos e ingredientes mais utilizados: queijos (parmigiano regiano, mozzarella, mascarpone, etc), massas frescas, os mais variados pães, marisco, tomate, ervas aromáticas (salsa, manjericão, salva, orégãos), salame, presunto (prosciutto).

Alguns pratos e sobremesas tipicamente italianos:

- Bruschetta 
- Carpaccio
- Arancini (bolinhos de arroz, normalmente preparado com sobras de risotto)
- Polenta
- Pizza
- Risotto
- Massas 
- Trippa alla Romana (tripas de porco)
- molhos (pesto, alfredo, bolognesa, etc)

- Cannoli
- Tiramisù
- Panna Cotta
- Gelato 
- Panettone
Zeppoline
- Pastiera
Zabaglione
Semi-Freddo

É um país rico não só em termos de gastronomia, mas dos mais relevantes para a história, falando por exemplo do Império Romano e Renascimento. 

É também dos países mais visitados em todo o mundo, ocupando um merecido quinto lugar. Roma e Veneza destacam-se, pois a primeira é a terceira mais visitada na zona da união Europeia, e a outra foi já considerada como a cidade mais bonita do Mundo. 
Itália é de facto dos países mais belos do Mundo, seja pelas suas paisagens arrebatadoras, o património cultural e histórico, a comida, as pessoas, as praias e monumentos imponentes, ou mesmo o ambiente caloroso em torno deste país que tem o tão famoso formato de bota. 
Sem dúvida que é um país fotogénico e qualquer recanto ficaria perfeito num qualquer postal.
Roma, Veneza, Milão, Florença, Nápoles, são sem dúvida das cidades a serem visitadas, e são de facto das mais visitadas. Mas não só estas nos conquistam. 
Itália para mim é um país encantador, e em qualquer parte dele me sentiria em casa. 






Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo 
25 gramas de fermento de padeiro fresco
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (chá) de açúcar
1 colher (chá) de sal marinho
1 colher (sobremesa) de alecrim fresco picado 
300 ml de água morna (temperatura entre 26ºC e 30ºC)

Azeitonas pretas q.b. 
Azeite q.b. 
Pimenta preta q.b.
Alecrim q.b.

Preparação 

Numa tigela coloque o açúcar e junte o fermento.
Desfaça o fermento misturando com o açúcar com a ajuda de uma colher pequena.
Junte um pouco da água e misture.
Numa taça coloque a farinha, o sal e o alecrim picado.
Abra ligeiramente um pequeno orifício no centro e coloque o azeite, a restante água e a mistura do fermento.
Misture os ingredientes primeiramente com uma colher de pau. Depois amasse com as mãos.
Coloque a massa numa superfície enfarinhada e amasse uns minutos. Tenha em atenção que a massa tem de ficar ligeiramente pegajosa, macia e maleável.
Se achar necessário junte mais um pouco de farinha, ou água morna se for o caso.
Numa taça mais larga, untada com azeite, coloque a massa e pincele com azeite.
Tape com um pano e deixe levedar num local quente (até 35ºC) cerca de 1 hora.
Unte uma forma de bolo rectangular com bastante azeite.
Transfira a massa da focaccia para a forma e esticando-a cuidadosamente.
Tape novamente e deixe repousar mais uns 15 minutos.
Pressione a massa com as pontas dos dedos para se formarem pequenos orifícios.
Pincele cuidadosamente com mais um pouco de azeite.
Distribua as azeitonas, polvilhe com alecrim e pimenta preta a gosto.
Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 30 a 35 minutos. Vá verificando, pois a temperatura dos fornos pode variar. A meio da cozedura, retire do forno e pincele por toda a focaccia um pouco mais de azeite. Deixe terminar de cozer até ficar dourado e com uma crosta crocante, mas sem queimar.


Bom Apetite!


Hallo! Wie geht's? No mês de Abril fazemos as malas e vamos com destino à Alemanha. O que farei? Isso é segredo! :)

sábado, 31 de março de 2018

Ratatouille | Comidas do Mundo - França

O tempo parece que voa, e estamos já no fim do mês de março. Com ele chega mais uma receita da rubrica "Comidas do Mundo". Sendo o país escolhido a França, existiam infindáveis escolhas, mas não queria fazer nem doces, nem nenhum pratos muito fortes, por isso mesmo a escolha recaiu sobre um clássico e tão tradicional "Ratatouille". 

Ratatouille é um prato rústico, com um sabor aveludado e com uma certa presença, o que pode fazer com que não agrade a todos os paladares, principalmente a quem não gosta de comer legumes. Este prato poderia ser sinónimo de conforto, pois seja como acompanhamento ou prato principal aquece verdadeiramente a alma. A minha maneira favorita de o comer, é ainda quente/morno com pão (para molhar no molho) ou com arroz, o que torna a receita vegetariana. Mas acompanha na perfeição peixe ou carne. Pode também ainda ser servido frio, o que pessoalmente não me agrada.

Teve a sua origem no século XVIII, na região da Provença (antigo condado de Nice), e nada mais é do que um rústico estufado de legumes, ou ragu de legumes. Notam-se, claramente, algumas influências italianas e espanholas. 
Uma curiosidade: abreviando Ratatouille, ficando "Rata", o que na altura seria uma gíria dada à refeição dos militares, composta por batatas, feijão e diversos legumes. 

Este modo como apresento o Ratatouille, é mais próxima do original. No entanto existem outras formas de o apresentar e preparar. Há quem corte em rodelas finas os legumes, e os prepare no forno. Parecida talvez com a receita que vemos no filme da Pixar com o mesmo nome. Deliciosa, mas eu prefiro assim com um ar mais tosco. O vegetais podem também variar, no entanto a base leva sempre beringela e tomate.

França é um país tão rico em tantas coisas, que ficou complicado decidir sobre o que partilhar. No entanto referindo que é o país que está classificado como o maior destino turístico do mundo, poderão compreender a minha dificuldade. Mas o principal foco do meu blog é a culinária, e nisso, este país tem um historial impressionante, tanto que em 2010 a gastronomia francesa foi instituída Património Mundial da Unesco. Sem dúvida uma das culinárias mais tradicionalistas e com uma maior herança cultural. Por isso é da gastronomia que vou falar - não tudo, naturalmente.

São imensos os produtos presentes na França. Destacam-se os vinhos, que podem atingir preços exorbitantes, por exemplo uma única garrafa pode chegar a custar 1,500 euros. E mesmo assim o consumo de copos de vinho por ano pode atingir os mais de 11 biliões, sendo que a tendência é para diminuir este consumo, cada vez mais. Os queijos desempenham também um papel importante no consumo dos franceses, onde as mais de 1,000 variedades de queijos, resultam numa produção que chega a 1 bilião por ano. O escargot (caracóis) é muito consumido em França. São toneladas as que passam pelos pratos dos franceses anualmente. A carne é igualmente parte integrante da sua gastronomia. Sendo mais evidente, o pato, carneiro e boi. Também os produtos vindos do mar são bastante utilizados.

Da pastelaria francesa, haveria imenso a falar, mas apenas dizer que é considerada uma das melhores do mundo. A sua variedade é fascinante em termos de doces, e nada melhor do que a descobrir em qualquer padaria ou confeitaria, numa esquina de uma qualquer cidade do país. Ficamos fascinados a olhar para qualquer montra tal a variedade.

E na realidade, a gastronomia francesa é tão rica que se distingue dependendo da região, tendo a sua própria culinária.

Alguns pratos famosos:

- Escargot (caracóis)
- Foi gras (fígado de pato)
- Coq au vin (galo no vinho)
Soupe à l'oignon (sopa de cebola)
- Ratatouille (estufado de legumes)
- Cassoulet (feijoada)
Bouef bourguignon (carne de boi cozinhada em vinho)
- Confit de canard (pato confitado)
Blanquette de veau (ensopado de vitela)
- Croque madame/Croque monsieur (tosta gratinada com molho béchamel, com ou sem ovo)

Alguns doces famosos: 

- Crème brûlée (semelhante ao leite creme)
- Macaron
- Crêpes
Mille-feuilles (mil-folhas)
- Éclair
- Mousse au chocolat (mousse de chocolate)
- Canelé (bolinho)
- Tart citron (tarte de limão)
- Tart tatin (tarte de maçã)
- Madeleine (madalenas)
- Baba au rhum (bolinho ensopado com rum)


Ah, e o meu filme favorito de animação, é mesmo o Ratatouille. Simplesmente um filme amoroso. Se nunca viram, não podem deixar passar.




Ingredientes

1 beringela média
1 courgette média
1 pimento amarelo
3 tomates chucha (um pouco maduros)
1 cebola
4 dentes de alho
1 molho pequeno de salsa fresca
4 hastes de tomilho fresco
Azeite q.b. 
Sal marinho e pimenta preta q.b. 


Preparação

Comece por partir em cubos pequenos (não demasiado) a beringela, a courgette, o pimento, a cebola e o tomate. Tente cortá-los todos do mesmo tamanho. Lamine os dentes de alho. 
Num tacho largo e de fundo anti-aderente, coloque um pouco de azeite e salteie a beringela e a courgette até ganharem uma cor. Retire com uma espátula e reserve. 
Coloque mais um pouco de azeite se necessário, e salteie uns minutos o pimento (tendo cuidado para não queimar). Retire-o do tacho. 
Coloque mais um pouco de azeite e junte a cebola, o alho e o tomilho (só as folhas). 
Deixe saltear um pouco.
Junte novamente a beringela, courgette e o pimento. Adicione também o tomate. 
Condimente com sal marinho e pimenta preta a gosto.
Mexa cuidadosamente, tape o tacho, coloque no mínimo o lume e deixe cozinhar cerca de 20 minutos, ou até ficarem suculentos. 
Se achar que durante a cozedura o estufado necessita de liquido, coloque um pouco de água. No entanto, como o sal ajuda a libertar a água dos legumes, talvez não seja necessário. 
Quando estiver cozinhado, adicione a salsa fresca picada, e envolva cuidadosamente para não amassar os legumes. 


Bom Apetite! Bon Appétit!


Mamma mia!!!! Não se esqueçam de apanhar o avião juntamente comigo. No próximo mês vamos fazer paragem na bella Italia e trazer uma receita molto buena!


quarta-feira, 28 de março de 2018

Papas de millet com pêra

Adoro começar o dia com algo bem leve, mas que me deixe saciada, pois eu sou muito, muito gulosa. E como comer pão logo de manhã me deixa um pouco acelerada (parece estranho, mas é verdade), as papas passaram a ser uma opção para mim. E confesso, adoro! Não as como por obrigação, mas sim por puro prazer. O millet foi um alimento que entrou recentemente na minha alimentação, e só posso dizer que veio para ficar, e na forma de papas é delicioso. Sacia, sem pesar. Na realidade, embora adore as típicas papas de aveia, as papas de millet deixam-me ainda mais leve, e estão no topo das minhas preferências. 
Gosto de juntar fruta ao fazer as papas, assim evito colocar adoçantes. Para mim o açúcar da fruta é o suficiente. Mas naturalmente, vocês podem adoçar com mel por exemplo. Estas preparei com pêra. Mas com maçã ou banana fica também ótimo.  Espero que gostem, e que se inspirem!  
A preparação está também em vídeo.


Ingredientes (1 pessoa)

60 gramas de millet (demolhado por umas 4 horas)
Água (5 vezes a medida do millet)
1 pêra
1 casca de limão
Canela em pó (a gosto)

Morangos e amêndoas (para o topping das papas)

Preparação

Num tacho pequeno coloque o millet, a água, a casca do limão, canela em pó a gosto e a pêra. 
Leve ao lume e deixe começar a ferver.
Tape o tacho, coloque em lume baixo, e deixe cozinhar uns 20 a 25 minutos. 
Vá mexendo de vez em quando. 
Quando estiverem cozinhadas, retire do lume, e tire a casca do limão. 
Coloque as papas no prato a servir. 
Decore com os morangos e as amêndoas, ou com um topping da sua preferência. 
Sirva ainda morno. 


Bom Apetite!


sexta-feira, 23 de março de 2018

Bolo de caneca de chocolate e banana (sem óleo e sem ovo)

Às vezes acontece de nos surgir uma gula repentina, assim aquela necessidade bem forte de comer um doce. Sabem o que é isso? Acredito que sim, porque a mim também acontece, e mais vezes das que gostaria tenho a dizer. Sendo assim, a solução passa mesmo por preparar algo rápido. E as tão famosas receitas "na caneca" são sempre uma escolha fantástica. Mistura-se tudo numa caneca, uns minutos no microondas e já está! 
Esta não é uma receita saudável, porque nem tudo tem de ser. No entanto não leva ovos, nem óleo.
Vou ser sincera, juntei os ingredientes que tinha aqui por casa, e posso dizer que resultou num bolo muito, muito guloso, arrisco-me a dizer o melhor bolo de caneca que alguma vez comi. Com uma textura cremosa, húmido, saboroso, e que se manteve fresco por muitas horas, o que nem sempre acontece com este tipo de bolos preparados no micro-ondas. Por isso tinha mesmo de partilhar com vocês, pois sei que muita gente gosta deste tipo de receitas. É a sobremesa perfeita para um jantar rápido depois de um dia de trabalho daqueles...ou para dividir com aquela pessoa especial!

Podem ver em baixo a receita do bolo em vídeo. 

Ingredientes

1 banana madura amassada
1 colher de (sopa) iogurte grego
2 colheres de (sopa) água
1 colher de (sopa) açúcar amarelo
2 colheres de (sopa) cacau em pó
3 colheres de (sopa) farinha de trigo sem fermento
1 colher de (café) fermento em pó
1 colher de (café) bicarbonato de sódio

Preparação

Numa caneca com capacidade para 400 ml junte a banana, o iogurte, a água, e o açúcar. Misture tudo muito bem com um garfo.
Junte o cacau, e misture até estar tudo muito bem incorporado.
Adicione a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio. Envolva novamente, mas apenas até incorporar. Não mexa demasiado para o bolo não ficar duro.
Leve a caneca ao microondas na potência máxima por 3 minutos.
No entanto, como a potência dos microondas pode variar, ao fim de 2 minutos retire a caneca e verifique se o bolo já está cozido.
Antes de o consumir deixe arrefecer uns minutos. Sirva morno ou frio. 


Nota

1) A banana quanto mais madura estiver, mais doçura vai conferir ao bolo. 
2) Se preferirem um bolo bem doce acrescentem mais uma colher de açúcar amarelo.
3) Para ficar ainda mais guloso sirva com uma bola de gelado, acompanhado com rodelas de
banana e raspas de chocolate, polvilhado com açúcar em pó, ou até mesmo com chocolate derretido. 
4) A potência dos microondas variam, por isso verifique o tempo de cozedura, para o bolo não ficar cozido demais. 


Bom Apetite!


sexta-feira, 16 de março de 2018

Como cozinhar millet?

A semana passada falei-vos do millet, e de alguns dos seus benefícios. Hoje trago o modo como o pode preparar. 
Cozinhando desta forma fica excelente como substituto do arroz, ou, para colocar também nas saladas, na realidade para utilizar da maneira que quiser. Eu gosto imenso desta alternativa.
Espero que vos seja útil. A preparação está também em vídeo! :)



Ingredientes

1 tigela de millet
2 tigelas de água (medida do millet)
sal marinho q.b.

Preparação 

Colocamos o millet num tacho e levamos a lume baixo. 
Vá mexendo para o tostar até ganhar um aroma de pipoca, mas tenha cuidado para não deixar queimar (algum millet pode até começar a saltar, precisamente como as pipocas). 
Deite a água no millet. 
Tempere com sal marinho a gosto. 
Deixe ferver bem o millet, tape, baixe o lume, e deixe cozinhar 15 minutos até toda a água ser absorvida. 
Retire do fogão e deixe repousar 10 minutos tapado. 
Passados os 10 minutos, com um garfo solte os grãos do millet, com cuidado, para não amassar. 
Está pronto a servir. 


Bom Apetite!


quarta-feira, 14 de março de 2018

Sugestão para estes dias frios


O tempo lá fora pede comidas reconfortantes. Por isso juntei 9 sugestões de sopas e cremes que irão certamente vos acariciar o estômago e a alma. Eu tenho as minhas favoritas, mas não digo! ;) Inspirem-se!






sexta-feira, 9 de março de 2018

Millet

O millet é uma semente originária da Ásia, e também do continente Africano. 
É um alimento pode-se dizer primitivo, já que é cultivado há mais de 6 mil anos. Para termos uma noção foi até mencionado na Bíblia, pois a sua colheita era muito valiosa. 
Faz parte diária da alimentação e gastronomia de países como China, África, Índia e Egipto. 
O millet serve para preparar inúmeras iguarias, entre as quais pão, como substituto do arroz, sobremesas, papas, cerveja, entre outras utilizações que podem ser dadas a esta semente. 
E se vocês pensam que já viram esta semente, provavelmente já, pois é um dos ingredientes que compõe alguma da comida para pássaros, e até para o gado na forma de farinha. 
Se os bichinhos podem aproveitar os benefícios do millet - também chamado de milhete, milho-miúdo ou painço - nós meros humanos também. 
É uma excelente alternativa aos cereais comuns pois é naturalmente isenta de glúten, logo, apta para intolerantes e doentes celíacos. 


Tem um alto teor nutricional. 

É rico em:
- Fibra
- Ferro
- Fósforo
- Magnésio
- Manganésio
- Vitaminas do complexo B
- Cálcio
- Potásio
- Proteína 

O millet é extremamente suave ao organismo, sendo de fácil digestão, o que ajuda bastante a regular os intestinos. É um alimento alcalino. 
Todos estes nutrientes e benefícios ajudam na manutenção de um corpo saudável. 



sexta-feira, 2 de março de 2018

Panquecas de fruta (sem glúten)

Cada vez mais sou adepta de descobrir novas maneiras de comer doces sem precisar de utilizar o açúcar refinado, e panquecas são tão versáteis que fico sempre encantada com cada combinação possível, e que na realidade resulta em algo efectivamente doce. E o melhor? Sem utilizar ingredientes dispendiosos. Estas panquecas com fruta são um exemplo disso. São doces, saborosas e muito saciantes. É perfeito para dar aos miúdos ai de casa, e até aqueles adultos mais cépticos...não lhes falem o que tem estas panquecas...eles nem vão desconfiar, e ainda vão elogiar. Acreditem. 
Espero que gostem, e que preparem em vossa casa esta receita! Ficam fantásticas!  


Ingredientes (6 panquecas grandes)

1 banana madura
1 maçã
1 limão (raspa)
Canela em pó (a gosto) 
2 ovos
5 colheres (de sopa) de aveia

Azeite q.b. 

Preparação

Corte a banana e a maçã em pedaços.
Junte a aveia, as frutas, a raspa do limão, a canela e os ovos numa tigela.
Triture tudo muito bem até ficar uma mistura homogénea. Pode triturar com a varinha mágica ou no liquidificador.
Deite um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente e espalhe bem.
Com a ajuda de uma concha de sopa coloque um pouco da massa na frigideira e deixe cozinhar até a panqueca começar a secar em toda à volta (cuidado com a temperatura do fogão para não as deixar escurecer demasiado).
Vire a panqueca do outro lado com a ajuda de uma espátula, e cuidadosamente. 
Repita o mesmo procedimento com toda a massa.
Sirva com um topping da sua preferência. 

Bom Apetite!


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Tortilla de batata e cebola | Comidas do Mundo - Espanha

Chego com mais uma receita para a rubrica "Comidas do Mundo". Desta vez vim até Espanha e trago uma "tortilla de patata y cebolla". É uma receita simples, mas bem conhecida em todo o mundo, com as suas possíveis variações de ingredientes. Desde pimentos, chouriço, linguiça, apimentada com paprika, etc. É muito saborosa e serve como entrada, ou mesmo como refeição principal. Pessoalmente gosto de a acompanhar com uma salada bem fresca para cortar um pouco da sua riqueza em termos de consistência e sabor. Pode ser servida morna ou fria. Dizem que teve a sua origem na região de Navarra.

Espanha é o nosso país vizinho, como se costuma dizer, o país de "nuestros hermanos", mas com características totalmente distintas das nossas.
Durante muito tempo, pessoas pelo Mundo fora pensavam que Portugal era pertencente a Espanha, e não um país independente (desde 1640). Nos dias de hoje, e por inúmeros factores isso não acontece (penso eu), mas é algo curioso de saber.

Embora seja um hábito a cair em desuso, quem nunca ouvi falar do hábito dos espanhóis de tirarem uma "siesta" na hora do almoço? Talvez seja por isso que a hora do jantar deles esteja entre as mais tardias em toda a Europa. Entre as 21h e 22h da noite. Outro costumo interessante, é, no fim do trabalho os espanhóis reúnem-se em cafés ou bares para tomarem uma bebida com colegas e amigos.

Falando um poucos das cidades Espanholas, sem dúvida que as mais visitadas são: Madrid (a capital por motivos óbvios), Barcelona, cidade esta que muitos turistas penso preferirem à primeira que referi, Granada, Valência, Salamanca, Santiago de Compostela, Ibiza e Sevilha. Com certeza serão algumas mais, mas estas são as mais faladas e conhecidas.

A gastronomia e culinária Espanhola, é muito rica, não fizesse ela parte da dieta Mediterrânica. De destacar o uso do azeite - usam azeite em tudo, em todas as refeições do dia. Muito comum, e que assisti imensas vezes, era ao pequeno-almoço, nas torradas eles colocavam um fio de "aceite de oliva" - das batatas, legumes, leguminosas, dos enchidos, o pão, vinho, peixes e frutos do mar, queijos...estes são alguns dos ingredientes e produtos principais.
Os pratos mais conhecidos da culinária Espanhola talvez sejam: a Paella - também conhecida em Portugal por arroz à Valenciana, por ter tido a sua origem, em Valência -  Pulpo a la Gallega (Polvo à Galega), Gazpacho (uma sopa fria), Pisto (legumes assados num molho de tomate e partidos em pedaços pequenos servido normalmente com ovo estrelado), as famosas Tapas (vários petiscos com inúmeras combinações de ingredientes, onde a mais famosa talvez seja uma tosta com jámon, que significa presunto, e são perfeitas para acompanhar uma cerveja), a Fabada ( Feijoada de carne de porco com feijão branco), e Cocido Madrileño (Cozido à base de grão-de-bico, carnes de porco, boi,  frango, e alguns enchidos como morcela e chouriço). 
Estas foram as que me vieram à ideia, que nas minhas pesquisas encontrei e achei de destaque. Mas partilhem comigo outros pratos ou sobremesas típicas espanholas. 

Espero que tenha gostado de mais esta partilha, desta feita por terras Espanholas. Corram para a cozinha para prepararem a receita desta tortilha, pois vale muito a pena. É tempo consumido, mas ganha-se em sabor! :)




Ingredientes

3 batatas grandes
1 cebola grande
4 ovos
Azeite virgem extra q.b.
Sal e pimenta preta q.b.

Preparação

Descasque as batatas e corte-as às rodelas finas.
Descasque a cebola e corte-a igualmente em meia-lua fina.
Coloque uma frigideira (de 24cm) com bastante azeite (o suficiente para cozinhar as batatas e a cebola, não fritar).
Deixe aquecer um pouco e junte as batatas e a cebola. Tempere com um pouco de sal.
Coloque o lume médio/baixo, e deixe cozinhar até a batata estar quase cozinhada. Para isso tape a frigideira, mas vá mexendo para não deixar dourar.
Bata os ovos numa tigela larga e condimente com um pouco de pimenta preta.
Quando as batatas e a cebola já estiverem cozinhadas aumente um pouco o lume do fogão, e deixe-as alourar ligeiramente(não muito).
Escorra-as muito bem e junte aos ovos. Envolta tudo.
Coloque o preparado numa frigideira anti-aderente com um fio de azeite (do que sobrou da cozedura).
Deixe cozinhar uns minutos até os ovos começarem a secar.
Quando estiver já a secar vire a tortilla para um prato largo (cubra a frigideira com o prato e vire ao contrário).
Se necessário coloque mais um pouco de azeite na frigideira e junte novamente a tortilla, com cuidado. 
Deixe cozinhar mais uns bons minutos até estar totalmente cozinhada e dourada. 
Vire a tortilla da frigideira para o prato a servir. 


Nota: não deite fora o azeite que sobrou da cozedura das batatas e da cebola. Guarde para futuras utilizações, como refogados, grelhados, ou frituras ligeiras.
Utilizem também ingredientes de qualidade - pelo menos uns que gostem - o resultado final será ainda melhor.

Bom Apetite!


No próximo mês vamos viajar para o país du croissant et de la baguette...Oh là là!! 


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Omelete de queijo e salsa

A omelete deve ser das refeições mais versáteis que existe, pois as combinações são infinitas, e torna-se numa refeição bastante económica, pois dá perfeitamente para usar ingredientes que estejam no frigorífico a precisar de serem usados. 
A que eu trago hoje é uma bem simples, de queijo e salsa. Adoro! 
E espero que vos inspire para irem para a cozinha fazer assim umas omeletes bem saborosas, e com muito queijo, tanto que quando a partam com a faca, o garfo traga um fio de queijo de metro e meio! ahahahahah

A preparação está também em vídeo. Pode ser básico para alguns, mas pode ser uma boa ajuda para outros. Mas não, não sou perita em omeletes! Safo-me! :D


Ingredientes

2 ovos L
2 fatias de queijo
Salsa picada q.b.
Sal e pimenta preta q.b.
Azeite q.b.

Preparação

Comece por partir dois ovos para uma tigela.
Bata muito bem os ovos com um garfo.
Junte a salsa, e condimente com a pimenta e sal a gosto.
Numa frigideira anti-aderente (é importante que seja anti-aderente para a omelete não pegar) coloque um fio de azeite.
Deite os ovos na frigideira (o lume do fogão tem de estar baixo para não cozinharem demasiado rápido no exterior e ficarem crus no interior).
Com uma espátula vá mexendo os ovos de fora para dentro, para cozinharem de modo homogéneo, sempre com o lume baixo.
Quando começar a ganhar consistência, sem estarem totalmente cozinhados coloque o queijo.
Eu usei queijo em fatia, mas vocês podem usar queijo ralado.
Com a ajuda de uma espátula virem metade da omelete uma por cima da outra.
Deixe cozinhar apenas mais uns segundos.
Retire a frigideira do fogão. O calor residual da omelete vai continuar a cozinhar os ovos.


Bom Apetite!