sábado, 30 de junho de 2018

Gemista | Comidas do Mundo - Grécia

Neste mês de Junho da rubrica habitual aqui do blog "Comidas do Mundo", a receita escolhida passa por um prato bem típico da Grécia, Gemista ou Yemista (γεμιστά). É dos pratos mais tradicionais do país, e é bastante consumido na época do Verão e estando nós com um tempo bastante agradável por cá, achei que seria uma boa opção. Basicamente esta receita consiste em legumes recheados. Os gregos utilizam os mais variados vegetais, como tomate, pimento, courgette, beringela, batata, etc. E o recheio pode ser também vegetariano com queijo, ou com arroz, carne...
Nesta receita escolhi rechear tomates e pimentos, com arroz e carne, mas é extremamente versátil, pelo que podem usar qualquer ingrediente à vossa escolha. Ficou verdadeiramente delicioso. Um prato de conforto que sem dúvida irei preparar mais vezes.

A Grécia nunca foi um país que me despertasse curiosidade em visitar (por nenhuma razão em particular), no entanto, consigo entender o encanto de muitas das pessoas, pois é de facto um local cativante pelas suas paisagens e história. 
Sendo Atenas a maior cidade da Grécia é também das mais visitadas e curiosamente é uma das poucas cidades antigas do mundo ainda povoada, já que foi criada há mais de 6 mil anos.
Mas não há dúvida de que a Grécia é um país bastante rico nas suas paisagens. Para terem uma noção, cerca de 80% da Grécia são montanhas e 50% é coberta por florestas. São igualmente milhares de ilhas (perto de 3 mil), das quais, apenas umas centenas estão habitadas. Existem 7 mil cavernas calcárias, que formam 24 mil quilómetros de galerias subterrâneas.
A ilha de Santorini (eleita a mais bonita ilha do Mundo) é um dos pontos mais importantes a nível de turismo na Grécia, destacando-se claro, a vista da vila de Oia. Mas não só. A Grécia recebe milhões de visitantes todos os anos, tanto que uma percentagem importante do produto interno bruto (PIB) do país vem, precisamente, do turismo. 

A culinária da Grécia possui características mediterrânicas, tendo influência das culinárias da Itália, da Turquia, etc.
A culinária grega utiliza frequentemente certos ingredientes que fazem toda a diferença na hora da confeção dos pratos. O azeite tem grande destaque, sendo utilizado em quase todos os pratos, já que além da grande produção de azeitonas, as oliveiras são típicas em quase toda a região. 
É usado também queijo, o feta é o mais reconhecido, pão, carnes, como borrego ou porco, azeitonas kalamata, o vinho é também bastante utilizado, nas sobremesas destaca-se o uso do mel (podendo ser aromático), frutos secos (nozes) e iogurte. Vários vegetais são também muito usados, como a batata, o beringela, o tomate, etc. 
Há também um grande destaque na utilização de ervas aromáticas e condimentos, tais como: o tomilho, orégãos, menta, alho, cebola, louro, manjericão, funcho, noz-moscada, cravo e canela, entre outros.

Alguns pratos típicos da Grécia: 
- Salada grega (Horiátiki saláta) composta por tomate, pepino, queijo feta, azeitonas pretas e temperada com sal e azeite.
- Molho Tzatziki (iogurte com pepino e alho)
- Sopa Faki (de lentilhas servida com vinagre e queijo feta)
Fasolada (sopa de feijão)
Gyros (pão pita enrolado recheado com carnes e/ou legumes)
- Haniotikó Bouréki (fatias de batatas assadas com courgette, queijo myzithra e hortelã) 
- Kleftikó (prato de carne de borrego cozinhado lentamente)
- Kefthedhes (almôndegas) 
- Mussaca (uma espécie de lasanha preparada com berinjela, carne picada e tomate assado)
Baklavá (pastel preparado com uma pasta de nozes trituradas, envoltas em massa filo e mel)
- Iogurte com mel e nozes
-  Kurabie (biscoito tipico da Grécia de manteiga e amêndoas)




Ingredientes

3 pimentos verdes grandes e firmes
3 tomates grandes e firmes
1 cebola grande
6 dentes de alho
1/2 courgette pequena
1 cenoura
150 gramas de batata branca para assar
450 gramas de carne de vitela
250 gramas de arroz (eu usei basmati)
1 folha de louro
q.b. aneto fresco picado
q.b. manjericão fresco
q.b. salsa fresca picada
q.b. Azeite extra virgem
q.b. sal e pimenta preta

Preparação

Lavar os pimentos e os tomates.
Corte com cuidado a parte de cima (da rama) do pimentos, limpando-os de sementes e dos tomates retirando toda a polpa com a ajuda de uma colher. Todo este procedimento deve ser feito com cuidado. Triture a polpa retirada dos tomates e reserve 4 colheres (sopa) para o arroz e o restante espalhe num tabuleiro de ir ao forno. Reserve igualmente as tampas dos vegetais.
Corte em meia-lua fina uma cebola grande, lamine dois dentes de alho e espalhe sobre o tabuleiro. Condimente com sal e pimenta preta a gosto e espalhe umas folhas de manjericão.
Disponha os pimentos e os tomates pelo tabuleiro, garantindo que ficam bem assentes (que não viram).
Lave e seque bem as batatas e corte-as a meio ou em quatro, dependendo do seu tamanho. Condimente-as com sal, pimenta preta e um pouco de endro. Disponha-as no tabuleiro em volta dos tomates e pimentos e regue tudo com um fio de azeite.
Corte a vitela em cubinhos bem pequenos. Coloque um pouco de azeite num tacho de fundo anti-aderente e salteie a vitela até ganhar uma cor. Condimente com sal e pimenta preta a gosto. Baixe o lume, tape o tacho e deixe estufar uns 10 a 15 minutos (se achar necessário junte um pouco de água).
Retire a vitela e reserve.
Leve o tabuleiro com as batatas e os vegetais ao forno pré-aquecido a 190ºC até à preparação do arroz.
Se necessário junte um pouco de azeite ao tacho (onde se estufou a vitela) e adicione a folha de louro, a courgette e a cenoura partida em cubinhos bem pequenos, os restantes dentes de alho laminados e deixe saltear uns minutos.
Junte o arroz e a carne, salteando mais um pouco.
Adicione também a polpa de tomate reservada e a salsa fresca picada e misture bem.
Junte duas tigelas e meia de água da medida do arroz e condimente com sal e pimenta preta a gosto, mexendo.
Deixe ferver, tape o tacho e deixe cozinhar em lume muito baixo cerca de 8 minutos.
Retire do forno o tabuleiro e recheie cuidadosamente os pimentos e os tomates com o arroz. Tape cada vegetal com a respetiva tampa.
Leve ao forno até as batatas assarem e ficarem douradas. Se os vegetais começarem a ficar demasiado escuros, cubra com papel de alumínio.
Sirva este prato acompanhado de uma salada fresca.


Bom Apetite! 

Não percam no mês de julho, a receita que vem diretamente de terras de Vera Cruz, e tenho a dizer que é uma receita bem docinha! Quem apanha comigo o avião para um destino cheio de sol, calor e boa disposição? :) 

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Alfajor de chocolate recheado com doce de leite | Comidas do Mundo - Argentina

Mais uma receita da rubrica "Comidas do Mundo", desta vez fizemos as malas e fomos até à Argentina, onde iremos preparar Alfajores
O tempo tem sido escasso devido ao trabalho intenso e o cansaço acaba por vencer, mas as saudades tem sido imensas de vir aqui ao blog e ao canal de YouTube. E depois de ter visto alguém a comer e a falar das inúmeras variedades deste docinho, achei que seria a melhor opção e vá...fiquei com imensa vontade de provar. Por isso, o melhor mesmo foi colocar as mãos na massa e pelo menos uma vez por mês uma receita não poderá faltar! 
Esta não é uma versão original do Alfajor, que leva mel, porém é igualmente muito saborosa. Além do mais, as combinações são mais que muitas. 

Alfajor é quase como um símbolo na cultura Argentina. Chegam a ser consumidos mais de seis milhões destes biscoitos tipicamente recheados com doce de leite, todos os dias. São já imensas marcas comercializadas, mas a mais conhecida é sem dúvida a Havanna, datada de 1948.

A Argentina é um país da América do Sul, aliás, o segundo maior, que, na minha opinião é vibrante e emana uma energia maravilhosa, mesmo nunca lá tendo ido. Sem dúvida que a cidade mais visitada é Buenos Aires, seja por turistas, ou mesmo por residentes no país, e dá para entender porquê, pelas razões que mencionei em cima. E quem não associa ao Tango Argentino? Maravilhoso. 

A gastronomia da Argentina baseia-se bastante no consumo de carne, destacando-se a utilização da carne de boi. E mais um ponto curioso, quase todos os pratos são assados. Seja porco, enchidos, frango, entre outros.Vêm usualmente acompanhados por batatas fritas, saladas, queijo provolone, etc. Tem forte influência na comida espanhola e italiana. 
Uma bebida bem típica da Argentina é a mate, uma infusão  de plantas medicinais.
Quanto a doces, esperem aqueles bem calóricos, aqueles que nos enchem o coração. E o que se destaca é mesmo o doce de leite. 

Pratos salgados:

Empanadas argentinas (recheadas normalmente com queijo, cebola caramelizada e carne). 
Parrillada de carne (misto de carne assada)
- Choripán (pão recheado com linguiça toscana)
- Locro (cozido abóbora, feijão, milho, e por vezes carde de porco)

Sobremesas:

- Chocotorta (pavé com biscoito de chocolate com queijo creme e doce de leite)
- Torta Rogel (camadas de massa crocante recheada com doce de leite e coberta com merengue)
Flan com Dulce de Leche
- Pastelitos (massa folhada frita)




Ingredientes (12 alfajores de cerca de 6 cm de diâmetro) 

2 gemas
150 gramas de amido de milho
100 gramas de farinha com fermento
100 gramas de manteiga sem sal (à temperatura ambiente)
70 gramas de açúcar em pó
1/2 colher de café de bicarbonato de sódio
1/2 colher de café de extrato de baunilha
1/2 raspa de laranja

300 gramas de chocolate de culinária
q.b. Doce de leite
q.b. Coco ralado 

Preparação 

Peneire para uma taça, a farinha, o amido de milho, o açúcar em pó e o bicarbonato de sódio. Misture bem. 
Bata uns 4 minutos a manteiga com as gemas. Junte a raspa da laranja e a baunilha e bata mais uns segundos até incorporar. 
Vá juntando os ingredientes secos aos poucos e bata até tudo estar ligado, ou deixar de se ver farinha. 
Forme uma bola e achate a massa. Cubra com película aderente e leve ao frigorífico por 1 hora. 
Polvilhe uma superfície com um pouco de farinha e estique a massa numa espessura entre 5 a 7 mm. 
Utilize um cortador redondo de cerca de 6 cm de diâmetro (varia se querem um biscoito maior ou mais pequeno).
Coloque os biscoitos num tabuleiro forrado com papel vegetal. 
Leve ao forno pré-aquecido a 150ºC por 12 minutos. Mas vá verificando. Os biscoitos ficam com uma cor bem clara, mesmo depois de assarem no forno. 
Retire do forno e deixe arrefecer 30 minutos. 

Recheie um biscoito com um pouco de doce de leite espalhando com uma faca, cuidadosamente, e cubra com outro pressionando ligeiramente para que o doce de leite fique bem espalhado, mas tenha atenção, pois é um biscoito bastante frágil.

Derreta o chocolate em banho-maria. 
Com a ajuda de um ou dois garfos, mergulhe os alfajores nesse banho de chocolate e ao retirar bata cuidadosamente para o excesso de chocolate sair. 
Polvilhe cada um deles com coco ralado. 
Deixe solidificar antes de consumir. 
Pode conservá-los no frigorífico num caixa hermética, ou à temperatura ambiente numa lata de bolachas. Pode também, se quiser oferecer, embrulhar em folha de papel de alumínio.  

Nota: Pode servir os alfajores sem a cobertura de chocolate, mas sim com coco ralado em toda à volta. Para isso espalhe doce de leite no rebordo do alfajor e passe pelo coco. 





Bom Apetite!

Iá! Ti kánis?* Querem vir comigo até à Grécia? Prometo que vai valer a pena! É deliciosa a receita que trarei. Por isso vamos lá fazer as malas! Τα λέμε σύντομα!**


*Olá! Tudo bem?
** Até breve!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Focaccia de alecrim e azeitonas | Comidas do Mundo - Itália


Hoje é dia 30, e isso significa dia de mais uma publicação da rubrica “Comidas do Mundo”. O tempo tem sido escasso, e infelizmente o blogue tem ficado mais parado, no entanto, e pelo menos no final de cada mês uma receita vai haver. Este mês agrada-me particularmente pois viajamos até à Itália. Qualquer apaixonado por comida tem um fascínio pela gastronomia italiana. A base da dieta mediterrânea é na minha visão das mais saborosas, versáteis e saudáveis, e nisso a Itália é expert. Já me consigo imaginar a contemplar as belas paisagens da região Toscana com um copo de vinho de vinho na mão e a saborear algumas das suas melhores comidas. 

São mais que muitas as opções, e acreditem que foi um desafio conseguir escolher entre tantas receitas, quer doces e salgadas, porém, a escolha recaiu sobre a Focaccia. São raras as vezes que faço pão (a minha casa é gelada no inverno), e olhando para o canteiro aqui de casa repleto de um alecrim tão aromático, sabia que tentar fazer este belo pão era o ideal. Aproveitei os dias mais quentes que se fizeram sentir para conseguir levedar a massa…e que bela ideia!

Existem inúmeras variações de Focaccia e as combinações são tantas a quantas a nossa imaginação nos possa levar. Decidi escolher uma versão clássica com alecrim e azeitonas. Ficou muito, muito boa. Mas isso sou eu que adoro pão, azeitonas, azeite e ervas aromáticas. Se vocês tem o mesmo gosto que eu, então não podem deixar de colocar as mãos na massa. Sabem o que foi difícil? Conseguir parar de comer! Fica estaladiço por fora, e macio por dentro. 

A Foccacia mais tradicional, é em Genova. Por isso mesmo, diz-se que lá foi a sua origem. Mas existe a possibilidade de já nas civilizações mais antigas ter existido o preparo deste pão (noutra forma). Nada mais natural, pois o pão sempre foi um alimento muito valioso, misturar água e cereal, foi uma descoberta que ajudou em muito na alimentação dos povos. Mais, "focacius" vem do latim "cozido sobre as cinzas".

Itália tem uma cultura gastronómica reconhecida em todo o mundo, o que a torna das mais populares a nível Mundial. É também das minhas favoritas. O modo simples de preparo com ingredientes igualmente simples faz com que seja uma gastronomia que chega e arrebata o coração das pessoas. Há algo de reconfortante nas receitas italianas, até mesmo os pratos mais requintados nos trazem um conforto de como se estivéssemos em casa num clima familiar. Porque não existe povo que goste mais do ritual de se sentar à volta de uma mesa e apreciar bons momentos com conversas num tom tão alto que quem desconhece diria que estariam a discutir. Mas não. São mesmo barulhentos na sua forma de conviver, mas é isso que lhes confere a graça.

Gostam de comer bem, desde a entrada (antipasti), prato principal, sobremesa, e claro, tudo acompanhado por pão e um bom vinho.
Podemos destacar entre os produtos e ingredientes mais utilizados: queijos (parmigiano regiano, mozzarella, mascarpone, etc), massas frescas, os mais variados pães, marisco, tomate, ervas aromáticas (salsa, manjericão, salva, orégãos), salame, presunto (prosciutto).

Alguns pratos e sobremesas tipicamente italianos:

- Bruschetta 
- Carpaccio
- Arancini (bolinhos de arroz, normalmente preparado com sobras de risotto)
- Polenta
- Pizza
- Risotto
- Massas 
- Trippa alla Romana (tripas de porco)
- molhos (pesto, alfredo, bolognesa, etc)

- Cannoli
- Tiramisù
- Panna Cotta
- Gelato 
- Panettone
Zeppoline
- Pastiera
Zabaglione
Semi-Freddo

É um país rico não só em termos de gastronomia, mas dos mais relevantes para a história, falando por exemplo do Império Romano e Renascimento. 

É também dos países mais visitados em todo o mundo, ocupando um merecido quinto lugar. Roma e Veneza destacam-se, pois a primeira é a terceira mais visitada na zona da união Europeia, e a outra foi já considerada como a cidade mais bonita do Mundo. 
Itália é de facto dos países mais belos do Mundo, seja pelas suas paisagens arrebatadoras, o património cultural e histórico, a comida, as pessoas, as praias e monumentos imponentes, ou mesmo o ambiente caloroso em torno deste país que tem o tão famoso formato de bota. 
Sem dúvida que é um país fotogénico e qualquer recanto ficaria perfeito num qualquer postal.
Roma, Veneza, Milão, Florença, Nápoles, são sem dúvida das cidades a serem visitadas, e são de facto das mais visitadas. Mas não só estas nos conquistam. 
Itália para mim é um país encantador, e em qualquer parte dele me sentiria em casa. 






Ingredientes

500 gramas de farinha de trigo 
25 gramas de fermento de padeiro fresco
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (chá) de açúcar
1 colher (chá) de sal marinho
1 colher (sobremesa) de alecrim fresco picado 
300 ml de água morna (temperatura entre 26ºC e 30ºC)

Azeitonas pretas q.b. 
Azeite q.b. 
Pimenta preta q.b.
Alecrim q.b.

Preparação 

Numa tigela coloque o açúcar e junte o fermento.
Desfaça o fermento misturando com o açúcar com a ajuda de uma colher pequena.
Junte um pouco da água e misture.
Numa taça coloque a farinha, o sal e o alecrim picado.
Abra ligeiramente um pequeno orifício no centro e coloque o azeite, a restante água e a mistura do fermento.
Misture os ingredientes primeiramente com uma colher de pau. Depois amasse com as mãos.
Coloque a massa numa superfície enfarinhada e amasse uns minutos. Tenha em atenção que a massa tem de ficar ligeiramente pegajosa, macia e maleável.
Se achar necessário junte mais um pouco de farinha, ou água morna se for o caso.
Numa taça mais larga, untada com azeite, coloque a massa e pincele com azeite.
Tape com um pano e deixe levedar num local quente (até 35ºC) cerca de 1 hora.
Unte uma forma de bolo rectangular com bastante azeite.
Transfira a massa da focaccia para a forma e esticando-a cuidadosamente.
Tape novamente e deixe repousar mais uns 15 minutos.
Pressione a massa com as pontas dos dedos para se formarem pequenos orifícios.
Pincele cuidadosamente com mais um pouco de azeite.
Distribua as azeitonas, polvilhe com alecrim e pimenta preta a gosto.
Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC cerca de 30 a 35 minutos. Vá verificando, pois a temperatura dos fornos pode variar. A meio da cozedura, retire do forno e pincele por toda a focaccia um pouco mais de azeite. Deixe terminar de cozer até ficar dourado e com uma crosta crocante, mas sem queimar.


Bom Apetite!


Hallo! Wie geht's? No mês de Abril fazemos as malas e vamos com destino à Alemanha. O que farei? Isso é segredo! :)

sábado, 31 de março de 2018

Ratatouille | Comidas do Mundo - França

O tempo parece que voa, e estamos já no fim do mês de março. Com ele chega mais uma receita da rubrica "Comidas do Mundo". Sendo o país escolhido a França, existiam infindáveis escolhas, mas não queria fazer nem doces, nem nenhum pratos muito fortes, por isso mesmo a escolha recaiu sobre um clássico e tão tradicional "Ratatouille". 

Ratatouille é um prato rústico, com um sabor aveludado e com uma certa presença, o que pode fazer com que não agrade a todos os paladares, principalmente a quem não gosta de comer legumes. Este prato poderia ser sinónimo de conforto, pois seja como acompanhamento ou prato principal aquece verdadeiramente a alma. A minha maneira favorita de o comer, é ainda quente/morno com pão (para molhar no molho) ou com arroz, o que torna a receita vegetariana. Mas acompanha na perfeição peixe ou carne. Pode também ainda ser servido frio, o que pessoalmente não me agrada.

Teve a sua origem no século XVIII, na região da Provença (antigo condado de Nice), e nada mais é do que um rústico estufado de legumes, ou ragu de legumes. Notam-se, claramente, algumas influências italianas e espanholas. 
Uma curiosidade: abreviando Ratatouille, ficando "Rata", o que na altura seria uma gíria dada à refeição dos militares, composta por batatas, feijão e diversos legumes. 

Este modo como apresento o Ratatouille, é mais próxima do original. No entanto existem outras formas de o apresentar e preparar. Há quem corte em rodelas finas os legumes, e os prepare no forno. Parecida talvez com a receita que vemos no filme da Pixar com o mesmo nome. Deliciosa, mas eu prefiro assim com um ar mais tosco. O vegetais podem também variar, no entanto a base leva sempre beringela e tomate.

França é um país tão rico em tantas coisas, que ficou complicado decidir sobre o que partilhar. No entanto referindo que é o país que está classificado como o maior destino turístico do mundo, poderão compreender a minha dificuldade. Mas o principal foco do meu blog é a culinária, e nisso, este país tem um historial impressionante, tanto que em 2010 a gastronomia francesa foi instituída Património Mundial da Unesco. Sem dúvida uma das culinárias mais tradicionalistas e com uma maior herança cultural. Por isso é da gastronomia que vou falar - não tudo, naturalmente.

São imensos os produtos presentes na França. Destacam-se os vinhos, que podem atingir preços exorbitantes, por exemplo uma única garrafa pode chegar a custar 1,500 euros. E mesmo assim o consumo de copos de vinho por ano pode atingir os mais de 11 biliões, sendo que a tendência é para diminuir este consumo, cada vez mais. Os queijos desempenham também um papel importante no consumo dos franceses, onde as mais de 1,000 variedades de queijos, resultam numa produção que chega a 1 bilião por ano. O escargot (caracóis) é muito consumido em França. São toneladas as que passam pelos pratos dos franceses anualmente. A carne é igualmente parte integrante da sua gastronomia. Sendo mais evidente, o pato, carneiro e boi. Também os produtos vindos do mar são bastante utilizados.

Da pastelaria francesa, haveria imenso a falar, mas apenas dizer que é considerada uma das melhores do mundo. A sua variedade é fascinante em termos de doces, e nada melhor do que a descobrir em qualquer padaria ou confeitaria, numa esquina de uma qualquer cidade do país. Ficamos fascinados a olhar para qualquer montra tal a variedade.

E na realidade, a gastronomia francesa é tão rica que se distingue dependendo da região, tendo a sua própria culinária.

Alguns pratos famosos:

- Escargot (caracóis)
- Foi gras (fígado de pato)
- Coq au vin (galo no vinho)
Soupe à l'oignon (sopa de cebola)
- Ratatouille (estufado de legumes)
- Cassoulet (feijoada)
Bouef bourguignon (carne de boi cozinhada em vinho)
- Confit de canard (pato confitado)
Blanquette de veau (ensopado de vitela)
- Croque madame/Croque monsieur (tosta gratinada com molho béchamel, com ou sem ovo)

Alguns doces famosos: 

- Crème brûlée (semelhante ao leite creme)
- Macaron
- Crêpes
Mille-feuilles (mil-folhas)
- Éclair
- Mousse au chocolat (mousse de chocolate)
- Canelé (bolinho)
- Tart citron (tarte de limão)
- Tart tatin (tarte de maçã)
- Madeleine (madalenas)
- Baba au rhum (bolinho ensopado com rum)


Ah, e o meu filme favorito de animação, é mesmo o Ratatouille. Simplesmente um filme amoroso. Se nunca viram, não podem deixar passar.




Ingredientes

1 beringela média
1 courgette média
1 pimento amarelo
3 tomates chucha (um pouco maduros)
1 cebola
4 dentes de alho
1 molho pequeno de salsa fresca
4 hastes de tomilho fresco
Azeite q.b. 
Sal marinho e pimenta preta q.b. 


Preparação

Comece por partir em cubos pequenos (não demasiado) a beringela, a courgette, o pimento, a cebola e o tomate. Tente cortá-los todos do mesmo tamanho. Lamine os dentes de alho. 
Num tacho largo e de fundo anti-aderente, coloque um pouco de azeite e salteie a beringela e a courgette até ganharem uma cor. Retire com uma espátula e reserve. 
Coloque mais um pouco de azeite se necessário, e salteie uns minutos o pimento (tendo cuidado para não queimar). Retire-o do tacho. 
Coloque mais um pouco de azeite e junte a cebola, o alho e o tomilho (só as folhas). 
Deixe saltear um pouco.
Junte novamente a beringela, courgette e o pimento. Adicione também o tomate. 
Condimente com sal marinho e pimenta preta a gosto.
Mexa cuidadosamente, tape o tacho, coloque no mínimo o lume e deixe cozinhar cerca de 20 minutos, ou até ficarem suculentos. 
Se achar que durante a cozedura o estufado necessita de liquido, coloque um pouco de água. No entanto, como o sal ajuda a libertar a água dos legumes, talvez não seja necessário. 
Quando estiver cozinhado, adicione a salsa fresca picada, e envolva cuidadosamente para não amassar os legumes. 


Bom Apetite! Bon Appétit!


Mamma mia!!!! Não se esqueçam de apanhar o avião juntamente comigo. No próximo mês vamos fazer paragem na bella Italia e trazer uma receita molto buena!


quarta-feira, 28 de março de 2018

Papas de millet com pêra

Adoro começar o dia com algo bem leve, mas que me deixe saciada, pois eu sou muito, muito gulosa. E como comer pão logo de manhã me deixa um pouco acelerada (parece estranho, mas é verdade), as papas passaram a ser uma opção para mim. E confesso, adoro! Não as como por obrigação, mas sim por puro prazer. O millet foi um alimento que entrou recentemente na minha alimentação, e só posso dizer que veio para ficar, e na forma de papas é delicioso. Sacia, sem pesar. Na realidade, embora adore as típicas papas de aveia, as papas de millet deixam-me ainda mais leve, e estão no topo das minhas preferências. 
Gosto de juntar fruta ao fazer as papas, assim evito colocar adoçantes. Para mim o açúcar da fruta é o suficiente. Mas naturalmente, vocês podem adoçar com mel por exemplo. Estas preparei com pêra. Mas com maçã ou banana fica também ótimo.  Espero que gostem, e que se inspirem!  
A preparação está também em vídeo.


Ingredientes (1 pessoa)

60 gramas de millet (demolhado por umas 4 horas)
Água (5 vezes a medida do millet)
1 pêra
1 casca de limão
Canela em pó (a gosto)

Morangos e amêndoas (para o topping das papas)

Preparação

Num tacho pequeno coloque o millet, a água, a casca do limão, canela em pó a gosto e a pêra. 
Leve ao lume e deixe começar a ferver.
Tape o tacho, coloque em lume baixo, e deixe cozinhar uns 20 a 25 minutos. 
Vá mexendo de vez em quando. 
Quando estiverem cozinhadas, retire do lume, e tire a casca do limão. 
Coloque as papas no prato a servir. 
Decore com os morangos e as amêndoas, ou com um topping da sua preferência. 
Sirva ainda morno. 


Bom Apetite!


sexta-feira, 23 de março de 2018

Bolo de caneca de chocolate e banana (sem óleo e sem ovo)

Às vezes acontece de nos surgir uma gula repentina, assim aquela necessidade bem forte de comer um doce. Sabem o que é isso? Acredito que sim, porque a mim também acontece, e mais vezes das que gostaria tenho a dizer. Sendo assim, a solução passa mesmo por preparar algo rápido. E as tão famosas receitas "na caneca" são sempre uma escolha fantástica. Mistura-se tudo numa caneca, uns minutos no microondas e já está! 
Esta não é uma receita saudável, porque nem tudo tem de ser. No entanto não leva ovos, nem óleo.
Vou ser sincera, juntei os ingredientes que tinha aqui por casa, e posso dizer que resultou num bolo muito, muito guloso, arrisco-me a dizer o melhor bolo de caneca que alguma vez comi. Com uma textura cremosa, húmido, saboroso, e que se manteve fresco por muitas horas, o que nem sempre acontece com este tipo de bolos preparados no micro-ondas. Por isso tinha mesmo de partilhar com vocês, pois sei que muita gente gosta deste tipo de receitas. É a sobremesa perfeita para um jantar rápido depois de um dia de trabalho daqueles...ou para dividir com aquela pessoa especial!

Podem ver em baixo a receita do bolo em vídeo. 

Ingredientes

1 banana madura amassada
1 colher de (sopa) iogurte grego
2 colheres de (sopa) água
1 colher de (sopa) açúcar amarelo
2 colheres de (sopa) cacau em pó
3 colheres de (sopa) farinha de trigo sem fermento
1 colher de (café) fermento em pó
1 colher de (café) bicarbonato de sódio

Preparação

Numa caneca com capacidade para 400 ml junte a banana, o iogurte, a água, e o açúcar. Misture tudo muito bem com um garfo.
Junte o cacau, e misture até estar tudo muito bem incorporado.
Adicione a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio. Envolva novamente, mas apenas até incorporar. Não mexa demasiado para o bolo não ficar duro.
Leve a caneca ao microondas na potência máxima por 3 minutos.
No entanto, como a potência dos microondas pode variar, ao fim de 2 minutos retire a caneca e verifique se o bolo já está cozido.
Antes de o consumir deixe arrefecer uns minutos. Sirva morno ou frio. 


Nota

1) A banana quanto mais madura estiver, mais doçura vai conferir ao bolo. 
2) Se preferirem um bolo bem doce acrescentem mais uma colher de açúcar amarelo.
3) Para ficar ainda mais guloso sirva com uma bola de gelado, acompanhado com rodelas de
banana e raspas de chocolate, polvilhado com açúcar em pó, ou até mesmo com chocolate derretido. 
4) A potência dos microondas variam, por isso verifique o tempo de cozedura, para o bolo não ficar cozido demais. 


Bom Apetite!


sexta-feira, 16 de março de 2018

Como cozinhar millet?

A semana passada falei-vos do millet, e de alguns dos seus benefícios. Hoje trago o modo como o pode preparar. 
Cozinhando desta forma fica excelente como substituto do arroz, ou, para colocar também nas saladas, na realidade para utilizar da maneira que quiser. Eu gosto imenso desta alternativa.
Espero que vos seja útil. A preparação está também em vídeo! :)



Ingredientes

1 tigela de millet
2 tigelas de água (medida do millet)
sal marinho q.b.

Preparação 

Colocamos o millet num tacho e levamos a lume baixo. 
Vá mexendo para o tostar até ganhar um aroma de pipoca, mas tenha cuidado para não deixar queimar (algum millet pode até começar a saltar, precisamente como as pipocas). 
Deite a água no millet. 
Tempere com sal marinho a gosto. 
Deixe ferver bem o millet, tape, baixe o lume, e deixe cozinhar 15 minutos até toda a água ser absorvida. 
Retire do fogão e deixe repousar 10 minutos tapado. 
Passados os 10 minutos, com um garfo solte os grãos do millet, com cuidado, para não amassar. 
Está pronto a servir. 


Bom Apetite!


quarta-feira, 14 de março de 2018

Sugestão para estes dias frios


O tempo lá fora pede comidas reconfortantes. Por isso juntei 9 sugestões de sopas e cremes que irão certamente vos acariciar o estômago e a alma. Eu tenho as minhas favoritas, mas não digo! ;) Inspirem-se!






sexta-feira, 9 de março de 2018

Millet

O millet é uma semente originária da Ásia, e também do continente Africano. 
É um alimento pode-se dizer primitivo, já que é cultivado há mais de 6 mil anos. Para termos uma noção foi até mencionado na Bíblia, pois a sua colheita era muito valiosa. 
Faz parte diária da alimentação e gastronomia de países como China, África, Índia e Egipto. 
O millet serve para preparar inúmeras iguarias, entre as quais pão, como substituto do arroz, sobremesas, papas, cerveja, entre outras utilizações que podem ser dadas a esta semente. 
E se vocês pensam que já viram esta semente, provavelmente já, pois é um dos ingredientes que compõe alguma da comida para pássaros, e até para o gado na forma de farinha. 
Se os bichinhos podem aproveitar os benefícios do millet - também chamado de milhete, milho-miúdo ou painço - nós meros humanos também. 
É uma excelente alternativa aos cereais comuns pois é naturalmente isenta de glúten, logo, apta para intolerantes e doentes celíacos. 


Tem um alto teor nutricional. 

É rico em:
- Fibra
- Ferro
- Fósforo
- Magnésio
- Manganésio
- Vitaminas do complexo B
- Cálcio
- Potásio
- Proteína 

O millet é extremamente suave ao organismo, sendo de fácil digestão, o que ajuda bastante a regular os intestinos. É um alimento alcalino. 
Todos estes nutrientes e benefícios ajudam na manutenção de um corpo saudável. 



sexta-feira, 2 de março de 2018

Panquecas de fruta (sem glúten)

Cada vez mais sou adepta de descobrir novas maneiras de comer doces sem precisar de utilizar o açúcar refinado, e panquecas são tão versáteis que fico sempre encantada com cada combinação possível, e que na realidade resulta em algo efectivamente doce. E o melhor? Sem utilizar ingredientes dispendiosos. Estas panquecas com fruta são um exemplo disso. São doces, saborosas e muito saciantes. É perfeito para dar aos miúdos ai de casa, e até aqueles adultos mais cépticos...não lhes falem o que tem estas panquecas...eles nem vão desconfiar, e ainda vão elogiar. Acreditem. 
Espero que gostem, e que preparem em vossa casa esta receita! Ficam fantásticas!  


Ingredientes (6 panquecas grandes)

1 banana madura
1 maçã
1 limão (raspa)
Canela em pó (a gosto) 
2 ovos
5 colheres (de sopa) de aveia

Azeite q.b. 

Preparação

Corte a banana e a maçã em pedaços.
Junte a aveia, as frutas, a raspa do limão, a canela e os ovos numa tigela.
Triture tudo muito bem até ficar uma mistura homogénea. Pode triturar com a varinha mágica ou no liquidificador.
Deite um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente e espalhe bem.
Com a ajuda de uma concha de sopa coloque um pouco da massa na frigideira e deixe cozinhar até a panqueca começar a secar em toda à volta (cuidado com a temperatura do fogão para não as deixar escurecer demasiado).
Vire a panqueca do outro lado com a ajuda de uma espátula, e cuidadosamente. 
Repita o mesmo procedimento com toda a massa.
Sirva com um topping da sua preferência. 

Bom Apetite!