domingo, 28 de outubro de 2018

Almôndegas (as melhores de sempre!!)

Adoro almôndegas e esta é sem dúvida uma das receitas mais deliciosas que já preparei. É de comer e chorar por mais. Não deixem de preparar em vossa casa!! Fiquem também com a receita em vídeo para ser mais fácil de compreender a sua preparação.



Ingredientes

500 gramas de carne de vaca (picada)
1 pão fresco (ralado grosseiramente)
50 ml de leite
1 ovo
50 gramas de queijo Parmigiano Reggiano (ralado)
1 dente de alho grande (ralado)
1 colher (sopa) de salsa fresca picada

1 cebola grande (picada)
1 dente de alho grande (laminado)
100 ml de vinho tinto
900 ml de puré de tomate
q.b. manjericão fresco
q.b. azeite
q.b. sal e pimenta preta

Preparação

Numa taça coloque o pão fresco ralado e junte o leite, para humedecer o pão.
Junte o ovo, o queijo, o alho, a salsa e pimenta preta e sal a gosto.
Misture tudo muito bem com a ajuda de uma espátula até ficar uma espécie de pasta.
Adicione a carne e envolva com uma espátula, ou se achar mais fácil com as mãos. Não trabalhe demasiado a carne, para não ficar muito dura.
Com a ajuda de uma colher forme bolas pequenas com as mãos e disponha-as num prato. Se achar que a carne não liga, junte mais pão ralado.
No tacho onde vai preparar as almôndegas, de preferência que seja anti-aderente, coloque um pouco de azeite.
Frite as almôndegas até ganharem uma cor de todos os lados. Retire-as com cuidado para um prato.
No mesmo tacho, para aproveitar os sucos da carne e sabor extra, coloque a cebola e o alho, juntando previamente mais um pouco de azeite se necessário.
Refogue até ganhar uma cor dourada.
Junte o vinho e deixe refogar mais um minuto.
Verta o puré de tomate no tacho e mexa um pouco. Junte um pouco de água para o molho ficar mais fluido, mas a consistência fica ao gosto de cada um.
Condimente com sal e pimenta preta a gosto e mexa.
Junte as almôndegas ao molho com cuidado para não se partirem. Envolva-as bem no molho.
Tape o tacho e deixe ferver.
Coloque no mínimo e deixe cozinhar cerca de 1 hora a 1h30, para apurarem os sabores. Vá retificando os temperos e ajustando a consistência do molho.
Retire do lume e junte folhas de manjericão fresco, mexendo.
Sirva com massa esparguete cozida al-dente! Fica tão, mas tão bom…


Bom Apetite! 

domingo, 21 de outubro de 2018

Bolo de courgette com cacau, laranja e cardamomo



Um bolo aromático cheio de sabor!! Perfeito para o pequeno-almoço de fim-de-semana...



Ingredientes

4 ovos L
320 gramas de farinha de trigo com fermento (para bolos)
60 gramas de cacau em pó
290 gramas de açúcar
120 gramas de manteiga sem sal
1 laranja (raspa)
3 ou 4 graos de cardamomo (as sementes interiores)
1 colher (café) de canela em pó
1 pitada de sal

Preparação

Unte e enfarinhe uma forma de bolo de chaminé.
Numa taça coloque a farinha, o cacau em pó, canela em pó e a pitada de sal. Misture com umas varas.
Noutra taça coloque os ovos, junte o açúcar e bata com uma batedeira elétrica até começar a ficar um creme esbranquiçado. 
Junte a manteiga e bata mais um pouco.
Adicione a raspa da laranja e as sementes de cardamomo. Bata mais um pouco.
Junte os ingredientes secos e envolva tudo muito bem, mas sem mexer demasiado, apenas até estar bem incorporado.
Junte a courgette e envolva tudo muito bem com uma espátula. 
Verta o preparado da massa do bolo na forma. 
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 35 a 40 minutos. Mas vá verificando.
Retire do forno e deixe arrefecer um pouco antes de desenformar. Passe uma faca em volta do bolo para o soltar da forma, se for necessário para desenformar com mais facilidade. 


Bom Apetite!


domingo, 30 de setembro de 2018

Gyosas | Comidas do Mundo - Japão

Confesso que estava ansiosa que chegasse a este mês de setembro. Enquanto planeava esta rubrica "Comidas do Mundo" e decidi fazer uma receita de inspiração asiática, fiquei bastante empolgada, pois apesar de nunca ter feito em casa, sou completamente apaixonada por este tipo de cozinha. E gyosas ou dumplings, é do que mais gosto de comer, completamente viciada diria. É uma receita bem simples de preparar e fica uma verdadeira delícia. São também possíveis inúmeras combinações de ingredientes, até vegetarianas. Embora seja um prato oriundo e típico da China é também muito consumido no Japão e em outros locais da Ásia.

O Japão, também conhecida como a "terra do sol nascente"é um dos países que me desperta mais curiosidade de visitar. Pela sua cultura milenar, comida, toda a história e particularidades que fazem dele um país deslumbrante e que cativa milhões de turistas todos os anos, curiosamente a percentagem de europeus não é muito elevada. Por exemplo a região de Quioto recebe em média 30 milhões de forasteiros.
A região metropolitana de Tóquio é também considerada a maior do Mundo, já que conta com 30 milhões de habitantes, um número de afecto, imenso.
Sabiam que a maior parte das ruas nas cidades japonesas não tem nome?

Os japoneses são seres altamente espirituais, para eles tudo tem significado, sendo o budismo e xintoísmo as suas principais crenças, o que acho incrível, pois são pessoas com hábitos bem curiosos e extremamente saudáveis, tendo uma esperança média de vida na casa dos 83,7 anos. No ano de 2017, eram cerca de 67 mil centenários. 

Enquanto pesquisava dados sobre o Japão fiquei fascinada com alguns dos seus hábitos tão peculiares, mas os que os tornam num povo único. Alguns já conhecia, outros nem por isso. Ficaria horas a ler sobre eles. 

Os japoneses tem uma cultura de trabalho muito enraizada, já que são capazes de entrar ao trabalho às 9h00 e sair apenas à meia-noite e em muitos casos ficam a dormir no local de trabalho. Podem chegar a fazer cerca de 100 horas semanais. 

O Japão é o país da Tecnologia e são viciados em telemóveis, chegando o ponto em que criaram smartphones à prova de água para que possam ficar (até) no chuveiro, tal é a adição. 

São em geral extremamente educados, não incomodam ninguém na rua, são muito reservados, resumindo um povo civilizado. Fazem até um sinal de reverência ao curvarem-se, e quanto mais se curvam, significa que mais agradecidos estão.
Toda a gente já viu algum japonês a andar de máscara, isto tudo para não contaminarem ninguém, com gripe por exemplo. 

É um país muito organizado. Eles pensam em tudo e tem alternativas práticas para tudo e mais alguma coisa para facilitar a vida das pessoas. Há máquinas de vendas pelas ruas e o civismo vê-se pois nenhuma delas é vandalizada, o que em Portugal, infelizmente é muito difícil de acontecer. O que nisto há algo que não me agrada. A utilização de embalagens, plásticos é algo que me incomoda, já que não é propriamente ecológico.
É também muito limpo. Não se vê lixo o chão e é proibido fumar na rua. Existem locais próprios para os fumadores.

É também bastante seguro andar pelas ruas, sem medo de ser assaltado. 
Achei também incrível o facto de que os transportes, neste caso o comboio, raramente sofre atrasos, quando atrasa é apenas em segundos, pelo que as pessoas são avisadas desse mesmo atrasado e recebem um pedido de desculpas. Pontuais ao extremo. 
No entanto, um dado nada feliz, é que está entre os países com maior taxa de suicídio. 

O ritual da refeição é para eles de grande relevância, por isso mesmo não comem a andar e raramente comem na rua. Não deixam comida no prato e o sorver, fazer barulho a comer é sinal de que a comida está saborosa, que a apreciaram.
Pensam em colocar os pauzinhos numa tigela de arroz na posição vertical? Esqueçam! Para eles é sinal de má educação.

A comida e produtos alimentares são dos mais diversificados do mundo, em termos de oferta e alguns podem até chocar.
Sabiam que existem melancias quadradas? É verdade, os japoneses inovaram ao criar este formato de melancia. 
O Japão tem uma variedade infindável de sabores do refrigerante Fanta. Os mais inusitados, são por exemplo de leite condensado com morango, limão com mel, combinações que normalmente não associamos a esta bebida. 
Algo que pode não agradar à maioria, é que uma carne muito popular no Japão é o cavalo, sendo consumido cru, também designada de "sakura". 
Existem mil e um restaurantes de noodles no Japão, tornou-se extremamente popular, embora não seja algo que fizesse parte da cultura gastronómica mais importante do país. 
Sim, os japoneses comem arroz de manhã à noite, em todas as refeições. 
Apreciam gelados? Também existem sabores bem peculiares. Lembram-se de ter falado em cima da carne de cavalo? Pois que existem gelados com este sabor, bem como de cobra...sabores interessantes, no mínimo!  

Muito mais haveria a dizer, mas se ficaram com curiosidade pesquisem mais...acreditem que irão ficar boquiabertos! 
Vamos agora falar dos pratos mais tradicionais do Japão:

- Ramen (sopa quente com noodles com os mais variados ingredientes)
- Okonomiyaki (uma espécie de panqueca grelhada com ingredientes ao gosto de cada um, ovos, carne, legumes, etc)
- Sushi e sashimi
- Yakisoba (massa frita com vegetais, carne...)
- Tempurá (vegetais, camarão, envoltos num polme e fritos, existe também tempurá doce)
- Nikuman (pão cozido ao vapor recheado de carne)
- Gyudon (tigela de arroz coberta com carne e cebola)
- Tonkatsu (carne de porco panada e frita)
- Shabu Shabu (aqui dá para comer o que quisermos, porque existe uma escolha de carne, vegetais e massa, onde na mesa é colocada uma panela com água e caldo separadamente  e cozinhamos diretamente o que queremos comer)
- Melon pan (pão doce de melão)
- Taiyaki (panqueca em formato de peixe)
- Wagashi (feitos com gelatina extraída de algas marinhas e com uma pasta de feijão doce)
- Mochi (bolinho feito à base de arroz)

Entre outros pratos deliciosos...





Ingredientes (cerca de 50 gyosas)

300 gramas de carne porco (picada)
3 folhas de couve branca (picada bem finamente)
2 dentes de alho grandes (ralados)
1 colher (chá) de gengibre fresco (ralado)
2 colheres (sopa) de cebolinha fresca (picada finamente)
1 colher (sopa) de óleo de sésamo
1 colher (sopa) de molho de soja
q.b. sal e pimenta preta

2 embalagens de massa para gyosas (se forem congeladas, deixe descongelar totalmente e
a temperatura ambiente)

Para o molho (opcional): molho de soja com um pouco de óleo de sésamo e vinagre de maçã.

Preparação

Numa taça larga coloque todos os ingredientes e misture muito bem, no entanto, sem trabalhar demasiado o preparado para a carne não ficar seca. Misture apenas até os ingredientes estarem misturados.
Com a ajuda de uma colher de sobremesa coloque um pouco do recheio no meio de cada disco de massa. Não encha demasiado para conseguir fechar e a gyosa cozinhar mais rápido. 
Molhe o dedo indicador na água e molhe em toda à volta da massa. 
Dobre a massa a meio, feche e pressione bem as pontas para unir e não abrir. 
Dê um efeito de pregas à gyosa assentando cada uma delas num prato. (Vejam o vídeo em baixo para ver como as faço). 


Repita a operação até a massa toda acabar.
Numa frigideira anti-aderente grande coloque um fio de óleo de sésamo ou de girassol.
Em lume médio-alto frite as gyosas até ficarem bem douradas por baixo (1 a 2 minutos). 
Junte um copo de água (250 ml), coloque no mínimo o lume e tape para que acabem de cozer numa espécie de vapor por uns 6 minutos. 
Repetir esta operação até se esgotarem todas as gyosas. 
Servir com um molho de soja ou um ao vosso gosto. 


Bom apetite!

What’s the craic? 
No próximo mês viajamos para um país real...marcamos hora às 17h00. 
Ta ta for now!

sábado, 29 de setembro de 2018

Rolinhos de cheesecake de morango (Pão doce)






Ingredientes

Pão

450 gramas de farinha de trigo tipo 55
2 ovos
25 gramas de fermento de padeiro fresco 
40 gramas de açúcar amarelo
180 ml de leite morno (temperatura entre 25º e 30º)
60 gramas de manteiga com sal derretida
1 pitada de flor de sal ou sal marinho

Recheio 

200 gramas de queijo creme
1 colher (sopa) de açúcar branco
1 ovo S
1 limão pequeno (raspa)
1 colher (café) de extrato de baunilha
1 colher (sopa) de amido de milho
10 morangos (partidos em cubinhos)
q.b. manteiga sem sal amolecida
q.b. coco ralado


Preparação 

Comece por juntar ao fermento fresco de padeiro o açúcar, e mexa até dissolver (o fermento alimenta-se do açúcar).
Junte um pouco do leite morno, que não deve ter uma temperatura superior a 30ºC, nem inferior a 25ºC. Misture.
  
Numa taça larga coloque a farinha, e faça uma abertura ao meio.
Junte os ovos, o fermento, o restante leite, a manteiga e uma piada de flor de sal ou sal marinho.
Mexa com uma colher de pau para juntar os ingredientes, até a massa ficar macia, elástica e pegajosa, a descolar da taça.
Amasse um pouco com as mãos, mas não em demasia. Se achar necessário, se a massa estiver muito mole junte mais um pouco de farinha. Mas nunca colocar farinha a mais, pois esta massa é suposto ficar bem macia e maleável.
Coloque a massa na taça, cubra com um pano e deixe descansar num local quente cerca de 1 minutos.

Para o recheio, coloque numa taça o queijo creme. 
Junte o açúcar e misture com a ajuda de uma espátula ou colher de pau.
Adicione o ovo e misture tudo muito bem.
Junte a raspa do limão e o extrato da baunilha, misturando bem todos os ingredientes. 
Junte o amido de milho aos morangos misturando bem com a ajuda de uma colher. 

Numa superfície enfarinhada e com a ajuda de um rolo da massa, forme um rectângulo de cerca de 30cm x 45cm. 
Pincele a massa generosamente com manteiga.
Espalhe o recheio do queijo creme por toda a massa, deixando livre o rebordo.
Adicione os morangos espalhando-os pela massa deixando igualmente o rebordo livre.
Enrole muito bem e cuidadosamente a massa.

Corte a massa em 12 rolos iguais. 

Coloque-os com um espaço entre eles num tabuleiro alto de forno forrado com papel vegetal. 

Tape com um pano e deixe descansar para levedarem e dobrarem de volume. Cerca de 30 minutos.
Polvilhe com coco ralado a gosto.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 20 minutos, ou até dourarem. 




São perfeitos servidos ainda mornos. 


Bom Apetite!

sábado, 22 de setembro de 2018

Quiche de alho-francês e cebola roxa







Ingredientes


Para a base
145 gramas de farinha de trigo sem fermento
145 gramas de manteiga fria partida em cubinhos
1 ovo tamanho M
1 colher (sopa) de água fria
q.b. sal marinho

Para o recheio
4 ovos
100 gramas de queijo ralado Emmental
400 gramas de alho-francês (cortado às rodelas finas)
2 cebolas roxas (cortadas em meia-lua fina)
200 ml de natas
1/2 colher de café de noz moscada
1 colher (sopa) de cebolinho picado
q.b. azeite
q.b. sal e pimenta preta


Preparação

Para a base

Coloque a farinha numa taça e junte o sal. Misture com uma colher de pau.
Junte a manteiga e esmigalhe bem com as mãos até estar tudo misturado e esfarelado.
Bata o ovo com um garfo e adicione a água mexendo.
Junte ao preparado e misture, com uma colher de pau ou usando as mãos, até ficar uma massa homogénea e moldável.
Polvilhe com um pouco de farinha se estiver ainda um pouco pegajosa.
Forme uma bola com a massa.
Embrulhe em película aderente achatando a massa e leve a descansar ao frigorífico entre 30 minutos a 1 hora.
Vamos utilizar uma tarteira de fundo amovível com cerca de 22 cm de diâmetro e 4 cm de altura.
Retire a massa do frio e com um rolo da massa estique-a sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada num formato redondo.
Forre a tarteira com a massa, cortando os rebordos em excesso e pressionando bem.
Pique toda a massa com um garfo, no fundo e nas laterais.
Reserve no frigorífico enquanto prepara o recheio.´

Para o recheio

Numa frigideira coloque um pouco de azeite deixando aquecer.
Junte a cebola roxa e o alho-francês, misturando.
Condimente com sal e pimenta preta a gosto.
Deixe cozinhar até os vegetais começarem diminuir de volume, mas sem deixar dourar em demasia.
Numa taça coloque os ovos e bata-os ligeiramente com um fouet.
Junte as natas misturando bem.
Condimente com a noz moscada, a pimenta preta e o sal a gosto e mexa.
Adicione o queijo ralado e mistura bem.
Junte o preparado da cebola roxa e do alho-francês e envolva tudo muito bem.
Verta este preparado na tarteira espalhando bem por todo.
Polvilhe com o cebolinho picado.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC cerca de 35 minutos, mas vá verificando. Se começar a ficar demasiado dourado, tape com folha de papel de alumínio para que coza, mas não queime.
Retire do forno, e deixe arrefecer um pouco.
Desenforme a quiche cuidadosamente retirando-a da tarteira.
Sirva morna ou fria.


Bom Apetite!

domingo, 16 de setembro de 2018

Millet - o acompanhamento perfeito para a sua refeição




Ingredientes

120 gramas de millet (demolhado)
1 cebola roxa pequena
1 dente de alho grande
1 colher (sopa) de curcuma em pó
1 colher (sopa) de salsa fresca picada
1 colher (sopa) de azeite
q.b. sal e pimenta preta

Preparação 

Num tacho de fundo anti-aderente coloque o azeite. 
Deixe aquecer um pouco e junte a cebola e o alho. Deixe refogar uns minutos.
Adicione o millet, mexa e deixe refogar mais um minuto. 
Condimente com a pimenta e o sal a gosto e a curcuma.
Misture muito bem. 
Verta água para o tacho. Duas vezes a medida do millet, tal como se faz o arroz seco.
Junte a salsa e mexa.
Deixe ferver uns segundos, coloque o lume no mínimo, tape e deixe cozinhar 15 minutos.
Retire do lume e deixe descansar tapado uns 10 minutos. 
Separe o millet com a ajuda de um garfo e sirva acompanhado com o que preferir. 


Bom Apetite!


sábado, 8 de setembro de 2018

Crepioca doce de banana e chocolate



Ingredientes

1/2 banana grande madura
2 colheres (de sopa) cheias de goma de tapioca hidratada
1 ovo
25 gramas de chocolate 70% cacau picado
Para rechear a crepioca q.b. de canela em pó e a outra metade da banana

Preparação

Comece por amassar bem a banana com um garfo.
Coloque o ovo numa tigela e bata-o ligeiramente.
Adicione a tapioca e misture bem.
Junte a banana amassada e o chocolate. Misture tudo muito bem.
Unte uma frigideira antiaderente com um pouco de azeite.
Verta o preparado da crepioca na frigideira e deixe cozinhar colocando em lume baixo até a massa começar a ficar ligeiramente seca no rebordo.
Vire com uma espátula a crepioca do outro lado e deixe apenas mais 1 minuto.
Coloque a crepioca num prato e coloque as rodelas de banana de um lado.
Polvilhe com canela em pó a gosto.
Dobre a crepioca.


Bom Apetite!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Pico de gallo | Comidas do Mundo - México

Aproveitando este mês quente de agosto e em pleno verão, achei que a receita ideal para a rubrica deste mês de "Comidas do Mundo" fosse um pico de gallo. Tipicamente mexicana e que serve de topping para tacos e nachos, juntamente com nata azeda ou guacamole, entre outros, como dip para tortillas de milho...é perfeito para jantares com os amigos. Eu adoro!! 

O México é um país localizado na América do Sul e é o quinto maior de ambas as Américas. Norte e Sul. Possui mais de 122 milhões de habitantes, ponto este que o torna a maior nação de língua espanhola.
É um local do mundo com cidades incríveis e praias de perder de vista. Mas é também um local bastante cultural e com história. 

As praias são de facto um dos pontos de maior atração por parte dos turistas. São por volta de 450 praias, todas voltadas para o Oceano Atlântico e para o Pacífico. A costa da Riviera Maya e de Cancún são as mais famosas e requisitadas pelos forasteiros. 
A Zona Arqueológica de Tulum é outro local muito procurado por turistas. Por ficar mesmo em cima da praia faz com que exista um contraste em termos de cores, o que torna irresistível uma visita! Os pontos mais visitados são sem dúvida o complexo de Xcaret e as ruínas de Chichén Itzá. 
Existem também inúmeros cenotes (piscinas subterrâneas naturais) que fazem as delícias dos que se atrevem a um mergulho.    
Em Cancún está também localizado o Museu subaquático de Arte, onde estão colocadas 200 estátuas em tamanho real, formando um recife artificial. É possível fazer snorkeling e mergulho para apreciar este museu. 
As ruínas de Palanque são também visitadas pelos amantes de história e apaixonados da arqueologia, que estão classificadas pela UNESCO como Património Mundial Cultural. 
Podem visitar também a capital do país, a Cidade do México, que tem a mesmo população de Portugal. É uma cidade cheia de atrações interessantes e um local surpreendentemente agradável de se estar. A cidade compila também o maior número de museus de todo o mundo.

Sabiam que a televisão a cores foi inventada por um mexicano? Uma curiosidade interessante. Foi Guillermo González Camarena, corria o ano de 1940. 

Anualmente são produzidos cerca de 200 milhões de litros de Tequila. Por curiosidade, no ano de 1978 foi decretado que qualquer bebida de agave produzida fora de certos locais definidos no México, não pode ser identificada como Tequila. 
E por falar em bebidas, que tal falar das comidas mais típicas do país? Os ingredientes mais utilizados neste local do mundo passam pelo feijão, milho, cebola, tomate, pimenta, entre outros...

Alguns pratos salgados típicos: 

- Nachos, tacos, burritos, tortilla, quesadilla, enchilada, etc...
- Chili con carne
- Guacamole
- Mole poblano (molho mexicano com chocolate e pimenta)
- Pozole (sopa à base de milho e com carne de porco)
- Tamales (uma massa de milho cozida, envolta em folhas de milho com recheios)

Alguns doces típicos: 

- Chimichanga de banana (tortilla recheada)
- Sopapillas (doce frito)
- Palanquetas (feito à base de açúcar, noz ou amendoim e mel)
- Mazapan
- Alegrías (preparado à base de amaranto)
- Obleas


Ingredientes

3 tomates de tamanho médio picados em cubinhos (usei tomate coração)
1 cebola roxa pequena picada em cubinhos
1/2 pimento jalapeño picado (sem as sementes)
2 colheres (sopa) de coentros picados
1 lima (sumo)
q.b. azeite extra virgem
q.b. sal e pimenta preta

Preparação

Numa taça junte e misture o tomate, a cebola, o pimento e os coentros.
Adicione o sumo da lima, o azeite e sal e pimenta preta a gosto, envolvendo tudo muito bem. 
Opcionalmente, reserve no frigorífico cerca de 2 horas antes de servir para apurar sabores.


Bom Apetite!


こんにちは!(Konnichiwa)
No próximo mês vamos ficar cerca de 14 horas no avião até chegarmos ao destino. Chegamos a um país especial e muito diferente do mundo Ocidental. A receita irá ser uma verdadeira delícia. 

ばいばい!(Bye-bye)

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Quindins | Comidas do Mundo - Brasil




A receita da rubrica "Comidas do mundo" do mês de julho já deveria ter sido publicada, mas o tempo foi pouco para tanta atividade em termos profissionais, por isso só agora consegui publicar a receita, mas veio apenas com alguns dias de atraso, posto isto penso que estou desculpada certo? Até porque a receita que trago ilumina qualquer rosto mais desanimado! :D 
Quem não gosta de um belo quindim? Está presente em muitas das festas de aniversário, etc. É um docinho bem calórico, mas delicioso. Vem do Brasil, esse país tão fascinante e apaixonante. 

A origem deste doce é bem curiosa e relaciona-se com nós portugueses, tendo em conta o hábito das freiras utilizarem as gemas de ovos em muita da doçaria tradicional. Com isto, não é estranha a parecença dos quindins com as brisas-de-lis, que ao invés de ser preparada com coco, é com amêndoa. Na altura da colonização do Brasil, algumas das receitas acompanharam os portugueses. Porém no caso desta receita, como a amêndoa não era um ingrediente usado por não ser acessível, as escravas africanas encontraram uma alternativa. Substituir a amêndoa pelo coco ralado. E o seu nome, quindim, esse foi pela sua delicadeza. Um doce de origem portuguesa, levada para o Brasil e adaptada por africanas. Um doce rico, saboroso e cheio de história. 

O Brasil (nome dado através da árvore pau brasil), que na realidade tem como nome oficial "República Federal do Brasil", é um país de uma riqueza extrema, principalmente em diversidade natural. Contêm das maior reserva de água doce do mundo, são milhares de quilómetros de região litoral, bem como, a maior parte da maior floresta equatorial do mundo pode ser encontrada em território brasileiro. Infelizmente, é o país com o maior índice de deflorestação do mundo.
O país é o quinto maior país do mundo em termos população e em ocupação terrestre. A população consta com mais de 200 milhões de pessoas e a massa terrestre com mais de 8,5 milhões de quilómetros quadrados de extensão. 

Nem tudo são rosas no Brasil, já que das cidades consideradas mais perigosas do mundo, 12 são brasileiras. No entanto, vale o esforço de visitar as zonas mais bonitas do país, tais como: Fernando de Noronha (praias incríveis), Corcovado (vista deslumbrante sobre o Rio de Janeiro), Minas Gerais (Ouro Preto), Chapada dos Veadeiros (parque nacional com belos rios e cachoeiras), Rio Amazonas (excelente para observar fauna e flora), Chapada dos Guimarães (vida selvagem), Monte Roraima (excelente para caminhadas), Pipa (praia deslumbrante). 

Falando de produtos, o Brasil é o maior produtor de café do mundo. 
Os brasileiros consomem muito café, feijão, arroz pão e carne bovina. 

Algumas comidas típicas
- Feijoada;
- Carne de sol;
- Pão de queijo;
- Frango com quiabo;
- Churrasco;
- Acarajé;
- Pintado à Urucum.

Alguns doces típicos:
- Brigadeiros;
- Pamonha;
- Bolo de rolo;
- Paçoca;
- Rapadura;
- Pé-de-moloque. 



Ingredientes (+/- 12 quindins)

12 gemas 
185 gramas de açúcar
15 gramas de manteiga com sal amolecida
65 gramas de coco ralado
85 ml de leite gordo
q.b. manteiga e açúcar (para polvilhar as formas)

Preparação

Pré-aqueça o forno a 165ºC.
Unte formas pequenas com manteiga e polvilhe com açúcar. Reserve.
Bata as gemas com o açúcar até ficar esbranquiçado e cremoso.
Junte a manteiga e o leite e mexa bem.
Adicione o coco ralado e misture.
Verta o preparado pelas formas. 
Coloque as formas num tabuleiro fundo com um pouco de água. Atenção para não cobrir com demasiada água, Encha em menos de metade das formas. 
Leve ao forno até ficarem douradinhos.
Deixe arrefecer uns 5 minutos antes de desenformar. Passe com a faca em volta da forma se tiver dificuldade em retirá-los.
Sirva-os bem frescos. 


Bom Apetite!


¡Hola! Já no final deste mês de agosto vamos fazer as malas, colocar o nosso chapéu e voar para o México! Espera-vos uma receita bem fresca para combinar com estes dias de calor abrasador...Hasta la vista seguidores queridos! :D 

sábado, 30 de junho de 2018

Gemista | Comidas do Mundo - Grécia

Neste mês de Junho da rubrica habitual aqui do blog "Comidas do Mundo", a receita escolhida passa por um prato bem típico da Grécia, Gemista ou Yemista (γεμιστά). É dos pratos mais tradicionais do país, e é bastante consumido na época do Verão e estando nós com um tempo bastante agradável por cá, achei que seria uma boa opção. Basicamente esta receita consiste em legumes recheados. Os gregos utilizam os mais variados vegetais, como tomate, pimento, courgette, beringela, batata, etc. E o recheio pode ser também vegetariano com queijo, ou com arroz, carne...
Nesta receita escolhi rechear tomates e pimentos, com arroz e carne, mas é extremamente versátil, pelo que podem usar qualquer ingrediente à vossa escolha. Ficou verdadeiramente delicioso. Um prato de conforto que sem dúvida irei preparar mais vezes.

A Grécia nunca foi um país que me despertasse curiosidade em visitar (por nenhuma razão em particular), no entanto, consigo entender o encanto de muitas das pessoas, pois é de facto um local cativante pelas suas paisagens e história. 
Sendo Atenas a maior cidade da Grécia é também das mais visitadas e curiosamente é uma das poucas cidades antigas do mundo ainda povoada, já que foi criada há mais de 6 mil anos.
Mas não há dúvida de que a Grécia é um país bastante rico nas suas paisagens. Para terem uma noção, cerca de 80% da Grécia são montanhas e 50% é coberta por florestas. São igualmente milhares de ilhas (perto de 3 mil), das quais, apenas umas centenas estão habitadas. Existem 7 mil cavernas calcárias, que formam 24 mil quilómetros de galerias subterrâneas.
A ilha de Santorini (eleita a mais bonita ilha do Mundo) é um dos pontos mais importantes a nível de turismo na Grécia, destacando-se claro, a vista da vila de Oia. Mas não só. A Grécia recebe milhões de visitantes todos os anos, tanto que uma percentagem importante do produto interno bruto (PIB) do país vem, precisamente, do turismo. 

A culinária da Grécia possui características mediterrânicas, tendo influência das culinárias da Itália, da Turquia, etc.
A culinária grega utiliza frequentemente certos ingredientes que fazem toda a diferença na hora da confeção dos pratos. O azeite tem grande destaque, sendo utilizado em quase todos os pratos, já que além da grande produção de azeitonas, as oliveiras são típicas em quase toda a região. 
É usado também queijo, o feta é o mais reconhecido, pão, carnes, como borrego ou porco, azeitonas kalamata, o vinho é também bastante utilizado, nas sobremesas destaca-se o uso do mel (podendo ser aromático), frutos secos (nozes) e iogurte. Vários vegetais são também muito usados, como a batata, o beringela, o tomate, etc. 
Há também um grande destaque na utilização de ervas aromáticas e condimentos, tais como: o tomilho, orégãos, menta, alho, cebola, louro, manjericão, funcho, noz-moscada, cravo e canela, entre outros.

Alguns pratos típicos da Grécia: 
- Salada grega (Horiátiki saláta) composta por tomate, pepino, queijo feta, azeitonas pretas e temperada com sal e azeite.
- Molho Tzatziki (iogurte com pepino e alho)
- Sopa Faki (de lentilhas servida com vinagre e queijo feta)
Fasolada (sopa de feijão)
Gyros (pão pita enrolado recheado com carnes e/ou legumes)
- Haniotikó Bouréki (fatias de batatas assadas com courgette, queijo myzithra e hortelã) 
- Kleftikó (prato de carne de borrego cozinhado lentamente)
- Kefthedhes (almôndegas) 
- Mussaca (uma espécie de lasanha preparada com berinjela, carne picada e tomate assado)
Baklavá (pastel preparado com uma pasta de nozes trituradas, envoltas em massa filo e mel)
- Iogurte com mel e nozes
-  Kurabie (biscoito tipico da Grécia de manteiga e amêndoas)




Ingredientes

3 pimentos verdes grandes e firmes
3 tomates grandes e firmes
1 cebola grande
6 dentes de alho
1/2 courgette pequena
1 cenoura
150 gramas de batata branca para assar
450 gramas de carne de vitela
250 gramas de arroz (eu usei basmati)
1 folha de louro
q.b. aneto fresco picado
q.b. manjericão fresco
q.b. salsa fresca picada
q.b. Azeite extra virgem
q.b. sal e pimenta preta

Preparação

Lavar os pimentos e os tomates.
Corte com cuidado a parte de cima (da rama) do pimentos, limpando-os de sementes e dos tomates retirando toda a polpa com a ajuda de uma colher. Todo este procedimento deve ser feito com cuidado. Triture a polpa retirada dos tomates e reserve 4 colheres (sopa) para o arroz e o restante espalhe num tabuleiro de ir ao forno. Reserve igualmente as tampas dos vegetais.
Corte em meia-lua fina uma cebola grande, lamine dois dentes de alho e espalhe sobre o tabuleiro. Condimente com sal e pimenta preta a gosto e espalhe umas folhas de manjericão.
Disponha os pimentos e os tomates pelo tabuleiro, garantindo que ficam bem assentes (que não viram).
Lave e seque bem as batatas e corte-as a meio ou em quatro, dependendo do seu tamanho. Condimente-as com sal, pimenta preta e um pouco de endro. Disponha-as no tabuleiro em volta dos tomates e pimentos e regue tudo com um fio de azeite.
Corte a vitela em cubinhos bem pequenos. Coloque um pouco de azeite num tacho de fundo anti-aderente e salteie a vitela até ganhar uma cor. Condimente com sal e pimenta preta a gosto. Baixe o lume, tape o tacho e deixe estufar uns 10 a 15 minutos (se achar necessário junte um pouco de água).
Retire a vitela e reserve.
Leve o tabuleiro com as batatas e os vegetais ao forno pré-aquecido a 190ºC até à preparação do arroz.
Se necessário junte um pouco de azeite ao tacho (onde se estufou a vitela) e adicione a folha de louro, a courgette e a cenoura partida em cubinhos bem pequenos, os restantes dentes de alho laminados e deixe saltear uns minutos.
Junte o arroz e a carne, salteando mais um pouco.
Adicione também a polpa de tomate reservada e a salsa fresca picada e misture bem.
Junte duas tigelas e meia de água da medida do arroz e condimente com sal e pimenta preta a gosto, mexendo.
Deixe ferver, tape o tacho e deixe cozinhar em lume muito baixo cerca de 8 minutos.
Retire do forno o tabuleiro e recheie cuidadosamente os pimentos e os tomates com o arroz. Tape cada vegetal com a respetiva tampa.
Leve ao forno até as batatas assarem e ficarem douradas. Se os vegetais começarem a ficar demasiado escuros, cubra com papel de alumínio.
Sirva este prato acompanhado de uma salada fresca.


Bom Apetite! 

Não percam no mês de julho, a receita que vem diretamente de terras de Vera Cruz, e tenho a dizer que é uma receita bem docinha! Quem apanha comigo o avião para um destino cheio de sol, calor e boa disposição? :)