sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Bolo de abóbora e noz pecan

Estou tão viciada neste bolo...

Já há algum tempo que tento não fazer doces com ingredientes vazios de nutrientes, e por isso vou experimentando combinações, fazendo alterações e a verdade é que estas versões ficam a maioria das vezes mais saborosas do que as que fazia anteriormente.

Este bolo é denso e intenso com um sabor rico da noz pecan, abóbora e o leve aroma do azeite. Doce na medida perfeita. Uma fatia sacia, mas é tão saboroso que não dá vontade de parar de comer. 

É perfeito para estes dias de frio com uma chávena de café ou chá.



Ingredientes

215 gramas de abóbora + 1 pau de canela e 2 cascas de laranja

2 ovos grandes

110 ml de azeite virgem extra (suave)

100 gramas de açúcar de coco

130 gramas de farinha de trigo integral

50 gramas de noz pecan moída

1 colher (chá) de fermento em pó e bicarbonato de sódio

1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

q.b. nozes pecan


Preparação

Parta a abóbora em cubos pequenos.

Coloque num tacho pequeno e junte o pau de canela e as cascas de laranja.

Cubra a abóbora com água.

Coza a abóbora até conseguir desfazer com um garfo. Verifique durante a cozedura.

Escorra muito bem a abóbora para não ficar com excesso de água.

Amasse com um garfo para formar um puré. Escorra alguma água residual que possa ter.

Reserve até arrefecer.

Numa taça coloque os ovos, o açúcar e o azeite.

Bata muito bem até ficar cremoso.

Junte a abóbora e bata mais um pouco.

Acrescente os ingredientes secos, a farinha, as nozes moídas, o fermento e o bicarbonato.

Bata apenas até estar incorporado.

Verta a massa numa forma retangular forrada com papel vegetal e untada com azeite.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC entre 35/40 minutos.

Retire o bolo passado 15 minutos da cozedura.

Disponha metades de noz por todo o bolo e leve novamente ao forno mais uns 25 minutos, ou quando espetar um palito, este sair limpo.

Retire do forno, desenforme o bolo e retire a folha de papel vegetal.

Preferencialmente, deixe o bolo arrefecer totalmente antes de servir, para não se tornar muito enjoativo e pesado.

Bom Apetite!




sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Cogumelos recheados com creme de ricotta e tomate

Ainda venho a tempo de partilhar uma das receitas salgadas mais saborosas que comi nos últimos tempos? Ou já estão a dormir? Pois eu acho que devem ver e sonhar com estes pequenos.

Adoro cogumelos, e recheados é das minhas formas favoritas de os preparar. Tinha cá em casa uma embalagem de queijo ricotta aberta e misturei uns ingredientes, mais uns perlimpimpins e saiu esta maravilha! Podem servir como prato principal acompanhados com uma salada ou mesmo um arroz, mas ficam perfeitos como entrada se fizerem com os cogumelos mais pequenos. 

Vale ver a preparação, e quem sabe experimentar. E o recheio é tão bom (um refogado rico em vegetais), que se sobrar, podem aproveitar para usar em tostas, massas, folhados, como molho de salada…

Experimentem em vossa casa e digam-me se está aprovada ou não.





Ingredientes

2 cogumelos Portobello grandes (220 gramas)

200 gramas de ricotta

90 gramas de cebola roxa picada

40 gramas de aipo picado 

25 gramas de alho francês picado

2 dentes de alho picados

6 tomates cereja (cortados em metades)

1 colher (sobremesa) cheia de cebolinho seco

q.b. azeite virgem extra

q.b. sal e pimenta preta


Preparação

Comece por limpar os cogumelos de alguma terra que possa ter, com um pedaço de papel de cozinha. Os cogumelos são porosos e como esponjas, por isso utilizar muita água na lavagem, não é aconselhável.

Retire com cuidado o tronco (pé) dos cogumelos. 

Com uma colher retire a “carne” do interior do cogumelo para ficar com bastante espaço para colocar o recheio. 

Pique bem finamente os troncos e o recheio retirado dos cogumelos (vai ser utilizado no refogado para o creme de ricotta).

Coloque um fio de azeite numa frigideira e deixe aquecer um pouco.

Junte o alho, a cebola, o aipo e o alho francês.

Mexa e deixe saltear uns 2 minutos em lume médio.

Acrescente os cogumelos picados e deixe saltear 1 minuto em lume alto.

Baixe o lume e deixe a cozinhar uns minutos até os vegetais murcharem e cozinharem.

Condimento com sal e pimenta preta a gosto.

Mexa e deixe cozinhar mais 1 minuto em lume médio.

Coloque este preparado numa taça e deixe arrefecer ligeiramente. Não precisa de ser totalmente.

Espalhe um pouco de azeite num tabuleiro forrado com papel vegetal.

Disponha os cogumelos.

Adicione à ricotta o cebolinho, pimenta preta a gosto e o refogado de vegetais.

Misture muito bem.

Recheie generosamente cada cogumelo com o creme de ricotta.

Disponha por cima de cada cogumelo as metades do tomate cereja (3 tomates por cada cogumelo).

Leve ao forno pré-aquecido a 180º C entre 25/30 minutos.

Cubra com papel de alumínio os primeiros 10 minutos no forno, para cozinhar o cogumelo, mas sem dourar demasiado.

Retire o papel de alumínio e deixe mais uns 10 a 25 minutos para evaporar a água e dourar um pouco. Mas verifique.

Retire do forno e deixe arrefecer um pouco antes de servir. 

Bom Apetite!


Sirva acompanhado com uma salada verde, arroz integral…

Deixe arrefecer uns bons minutos antes de servir, pois se estiver muito quente, pode-se desfazer.

Utilize cogumelos pequenos ao invés de grandes, fica perfeito como entrada.

Se sobrar recheio, use-o em massas, em recheio para folhados, molho para saladas, tostas…




quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Bom dia!

Estou a libertar espaço na estante, ao vender e doar livros, mas este vai ficar comigo mais uns tempos. Foi dos primeiros livros que comprei com o meu próprio dinheiro. Acho até que o comprei antes da minha “febre” dos romances de Nicholas Sparks. E hoje é dia de começar a (re)ler.

Pequeno almoço de um lado e uns 10 minutos de tempo no outro para me dedicar a esta leitura.

Tenho em mente que foi uma leitura muito fácil e terminei o livro em três tempos, até porque achei viciante e a história cativante. Não tem sinopse, mas deixo aqui dois dos comentários que vem descrito no livro:

“Uma arrepiante história de fantasmas escrita com hipnótica clareza: de ritmo rápido, inteligente e assombrosa, com passagens de uma intensa percepção das relações entre pais e filhos, o que torna tão comovente este fascinante livro.”

“Não há memória de um livro tão inquietante…Desconhecidos fica na memória depois do seu gracioso e melancólico final.”

 

Por aí? Alguém já leu? Se não, recomendo muito.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Vai um docinho?

 



Este fim-de-semana estive por Arouca, e ainda que já não me perca por doces, fiquei com os olhos arregalados quando vi a riqueza dos doces conventuais da localidade. Uns já conhecia, embora nunca os tenha provado, mas outros eram novidade. E também de vez em quando uma trinca ou outra num doce não faz mal, certo? 

Ficamos por uma casa de doces conventuais bem no centro de Arouca e fiquei fascinada pelas cores e aparência rica dos doces. Portugal tem destas coisas maravilhosas. 

Provamos os “charutos de amêndoa” e as “pedras parideiras”. E ainda vinham umas castanhas doces a acompanhar o café.

Os primeiros são à base de ovos e amêndoa embrulhados numa folha de hóstia. Não senti grande sabor, até porque é o típico doce de ovos com amêndoa. Não é algo que me cative particularmente, mas quem provou adorou.

Já as pedras parideiras ganharam o meu coração. São um bolo mais seco, mas com um sabor mais intenso que me agrada, com canela, noz, acredito que seja feito também com azeite pela riqueza (e outros ingredientes que não identifiquei) e com uma cobertura fina de açúcar. 

E achei o nome bem curioso, pois trata-se de um fenómeno extremamente raro na área da geologia, onde de uma espécie de “pedra-mãe” nascem (pelo poder da erosão) outras pedras, e na “pedra-mãe” ficam uns orifícios de onde saíram essas outras pedras. Este fenómeno acontece na serra da Freita que é no concelho de Arouca, por isso, nada mais lógico o nome do doce. Mas aconselho uma visita e um aprofundamento sobre o assunto. 

Mas não falando mais de fenómenos geológicos, todos os doces tinham muito bom aspeto, e o próximo da lista a ser provado será o Pão de São Bernardo, sem dúvida. 


sábado, 4 de dezembro de 2021

Cookies de mirtilos e aveia - Dia da Bolacha - 4 de dezembro

Eu não sei se o monstro das bolachas iria gostar destas cookies, tenho quase a certeza que sim, mas eu gosto, e cá em casa também. :) E como hoje celebra-se o Dia da Bolacha, porque não meter as mãos na massa, e em família preparar o lanche para o fim-de-semana?

São uma versão com uns ingredientes um pouco mais saudáveis, mas que não é por isso que deixa as bolachinhas menos saborosas. Até porque manteiga dá sempre riqueza a qualquer receita não é verdade? E de vez em quando sabe tão bem! :)

O aroma que fica na cozinha enquanto as preparamos e depois no forno é qualquer coisa de bom. A mistura do limão traz também um sabor extra às bolachinhas.

Uma ou duas cookies destas ainda mornas e crocantes com um chá ou café é o lanche perfeito, ainda mais nestes dias mais frios.

Façam aí em vossa casa estas pequenas maravilhas. :)






Ingredientes (12 cookies)

1 ovo

120 gramas de manteiga sem sal (à temperatura ambiente, amolecida)

100 gramas de açúcar de coco

110 gramas de farinha de trigo integral

150 gramas de flocos de aveia grossos

125 gramas de mirtilos (mais pequenos e firmes)

1 colher (chá) de fermento em pó

1 colher (café) de bicarbonato de sódio

1 limão pequeno (raspa)


Preparação 

Vamos colocar a manteiga numa taça e bater um pouco. Pode ser com um fouet ou com a batedeira. 

Junte o açúcar e bata até ficar bem incorporado e um creme fofo.

Acrescente o ovo e bata mais um pouco.

Raspe o limão.

Vamos bater novamente até ficar bem cremoso.

Junte o fermento e o bicarbonato à farinha e misture com um garfo.

Adicione a farinha, mas bata apenas até esta estar incorporada. 

Junte a aveia e envolva bem no preparado, com uma espátula, ou mais fácil ainda com as mãos. 

Por último acrescente os mirtilos e envolva-os na massa com cuidado para eles não esmagarem. Vá abrindo a massa e misturando-os.

Se achar necessário, leve a massa das bolachas ao frio para firmar um pouco, mas se estiver consistente não é preciso.

Com a ajuda de uma colher forme pequenas bolas e coloque num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Achate um pouco a massa das bolachas com as mãos.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC entre 12 a 14 minutos. Mas vá verificando. Não deixe dourar demasiado, nem ficar muito tempo no forno, pois ao arrefecer elas ficam mais duras.

Bom Apetite!


[. Sirva as bolachas ainda mornas. Mas se quiser armazená-las, deixe-as arrefecer totalmente antes de colocar num recipiente.]





quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

IM.PERCETÍVEL

Uma série de 12 imagens que retratam de forma impactante e real como é con(viver) com ansiedade e pânico.

Vale a pena observar, ler, refletir e partilhar com quem sofre em silêncio. 

"É na minha mente que a ansiedade surge, mas agora é através dos meus olhos que ela se revela."

Vejam aqui o projeto fotográfico: https://user-kw2bv745.vsble.me/03bb/45051408