Nada mais português do que um belo petisco feito com bacalhau. E as pataniscas são daquelas iguarias que agradam até aos paladares mais exigentes. Perfeitas para o verão, são ótimas servidas frias. 😋
1. Cobrir o bacalhau com água a ferver. Deixar de molho (repousar) 5 minutos.
2. Retirar o bacalhau, escorrendo bem a água (reservar alguma). O bacalhau deve ficar bem seco.
3. Numa taça colocar o bacalhau, a cebola, as gemas e a salsa. Misturar.
4. Adicionar aos poucos a farinha, alternando com a água da cozedura do bacalhau.
5. Bater as claras em castelo e acrescentar ao preparado anterior, envolvendo delicadamente.
6. Aquecer uma frigideira com um óleo vegetal.
7. Com a ajuda de uma concha de sopa ou colher de servir deitar um pouco do preparado na frigideira.
8. Não colocar muitas pataniscas a fritar de uma só vez, para a temperatura do óleo não baixar.
9. Fritar até dourar, e virar do outro lado com a ajuda de dois garfos (não deixar alourar demasiado, mas não deixar as pataniscas cruas). Verificar sempre a temperatura do óleo.
10. Colocar as pataniscas num prato com papel de cozinha, para absorver a gordura em excesso.
Nesta época nada se leva a mal...e também como no entrudo se come tudo, trago um pecado...perdoável. Uns fritos simples de preparar e muito gulosos; crocantes por fora e macios por dentro. O equilíbrio perfeito de doçura com uma glacê de limão a dar uma acidez maravilhosa! Vamos lá preparar estes bolinhos para partilhar com os amigos e dar-lhes umas mordiscadas marotas? 😋
Consumam fritos com moderação.
vê a receita em vídeo👇
INGREDIENTES (+/- 15 fritos)
. 360 g| farinha de trigo c/fermento T55 (para bolos)
. 1 c. chá | canela pó
. 1 pitada | sal fino
. 90 g| açúcar branco
. 15 g| manteiga s/sal (derretida)
. 1| ovo
. 260 ml| leite gordo
. 15 ml| vinho do Porto
. 100 g| açúcar pó
. 1| limão (raspa + sumo)
. q.b.| óleo vegetal (usei de milho)
PREPARAÇÃO
1. Juntar a canela e o sal à farinha. Misturar com um fouet ou um garfo e reservar.
2. Noutra taça colocar o ovo, o açúcar, a raspa do limão e a manteiga. Bater até ficar cremoso.
3. Juntar o leite e o vinho do Porto ao batido do ovo e misturar.
4. Adicionar aos poucos os ingredientes secos ao preparado anterior, envolvendo delicadamente e sem bater a massa; apenas até incorporar. Para evitar que fique uma massa dura e borrachuda.
5. Aquecer uma frigideira com óleo vegetal. O óleo deve estar quente.
6. Colocar pequenas porções de massa com a ajuda de duas colheres de sopa e deixar fritar de ambos os lados até dourar, sem escurecer demasiado (a massa vai triplicar de volume). Não encha demasiado a frigideira para não alterar a temperatura do óleo.
Vá regulando a temperatura do óleo; para não ficarem uns fritos demasiado ensopados em gordura pela temperatura muito baixa, ou crus no interior e queimados por fora, pela temperatura estar demasiada elevada.
7. Dispor os fritos num prato com papel de cozinha para absorver a gordura em excesso.
8. Para preparar o glacê, adicionar aos poucos sumo de limão ao açúcar em pó até ficar numa consistência fluída, mas com alguma opacidade.
9. Espalhar o glacê por todos os fritos com a ajuda de uma colher ou garfo. Ou mergulhar individualmente no glacê.
Nunca tinha feito choco frito, tão pouco comido, por isso quando me pediram para fazer, fiquei assim "preocupada", com receio que a coisa não corresse pelo melhor. Pois, correu tão bem, que agora não sei como não vou fazer mais vezes. 😁Até porque sabemos que fritos é algo que deve ser consumido com moderação. Quem provou, disse que estavam muito bons...que não sabia se gostava mais dos meus ou dos de Setúbal. Se isto não é um elogio, não sei o que será! 😃 Sei que os originais não levam grandes temperos, e são ótimos assim, mas eu quis dar-lhes mais sabor. E resultou! Façam em vossa casa esta minha versão e digam-me o que acharam! 😋
INGREDIENTES
. 500 g | chocos frescos
. 1 | limão médio (sumo)
. 2 | dentes alho grandes (picadinho)
. 1 | folha louro
. 1 | raminho de coentros picado grosseiramente
. 1/2 colher café | malagueta moída
. q.b. | sal e pimenta preta
. q.b. | farinha de milho
. q.b. | óleo vegetal
PREPARAÇÃO
1. Lave, limpe, seque e corte os chocos em tiras (não muito
finas)
2. Numa bacia esprema o sumo do limão. Acrescente os dentes
de alho picadinhos, a folha de louro partida, os coentros picados, a malagueta moída e pimenta preta
a gosto.
3. Junte os chocos e envolva muito bem com as mãos. Deixe a
marinar no mínimo 4 horas, idealmente de um dia para o outro.
4. Coloque farinha de milho num prato fundo e misture sal
fino a gosto.
5. Aqueça uma frigideira com óleo vegetal abundante.
6. Escorra bem as tiras dos chocos. Passe-as pela farinha de
milho e frite-as de imediato.
7. Deixe-as dourar de ambos os lados. Não deixe dourar demasiado
para não ficarem muito duras.
8. Retire os chocos da frigideira e disponha-os sobre papel
de cozinha para absorver a gordura em excesso.
Não será difícil adivinhar porquê da designação "Peixinhos da horta" a este petisco. A semelhança com uma sardinha ou carapau fritos, é mera coincidência. 😉
Estes foram capturados em terra firme 😁, ainda assim, são famosos, encontrando-se entre as receitas portuguesas mais tradicionais. Aqui no norte do país, não é tão recorrente a confecção e consumo deste prato, sendo mais comum a sul, na zona da estremadura.
Uma receita composta por poucos e singelos ingredientes, mas carregada de história. Tal como grande parte das receitas portuguesas. O fazer do pouco muito…transformando o ordinário em extraordinário!
Os "Peixinhos da horta", terão surgido numa primeira versão, ainda na época dos Descobrimentos, como forma de conservação e aproveitamento dos legumes. Quão fascinante é imaginar os tripulantes das embarcações a "magicar" o que poderiam preparar com um simples vegetal. A criatividade e capacidade de improvisar torna-se (quase) inato no ser humano, quando isso significa a sua sobrevivência.
Nesta receita, o feijão-verde é simplesmente envolto num polme e mergulhado em óleo quente...o resultado? Um petisco estaladiço, de sabor simples, mas inesquecível e viciante!
Não é estranho observarmos na culinária asiática, pratos semelhantes, como a tempura, que é precisamente uma derivação da receita deixada pelos portugueses em território japonês, no século XVI.
Revela-se uma excelente opção vegetariana, podendo ser utilizados outros vegetais (courgette, espargos…) além do feijão-verde. É também uma sugestão bastante económica , o que nos dias de hoje torna-se imperativo. Considerando, que deve ser um prato a consumir com moderação, já que é frito.
Sem falsas modéstias, esta versão da receita que partilho é um verdadeiro manjar. 😋 Preparem para a vossa família e amigos esta pequena maravilha da culinária portuguesa.
receita em vídeo 👇
INGREDIENTES
150 gramas | feijão-verde
75 gramas | farinha de trigo T55 com fermento
1 | ovo L
50 ml | cerveja
1 colher sopa | salsa fresca picadinha
q.b. | sal e pimenta preta
q.b. | óleo vegetal
PREPARAÇÃO
Lave o feijão-verde.
Corte as extremidades.
Retire o fio do feijão-verde, com um descascador ou uma faca.
Se a vagem for muito longa, corte-a a meio.Se preferir, corte-a na vertical, para ficar mais fino (eu prefiro).
Certifique-se que ficam todas com o mesmo tamanho, para fritarem uniformemente.
Coloque o feijão-verde num tacho com água a ferver, temperada com um pouco de sal. Coza durante (exatos) 3 minutos.
Escorra o feijão-verde e coloque-o numa taça com água fria e gelo, para parar a cozedura e torná-los mais firmes e vivazes (este processo designa-se por branqueamento*).
Retire as vagens da taça, escorra e seque-as bem, podendo utilizar papel de cozinha para ajudar a absorver a água.
Coloque a farinha numa taça e junte sal e pimenta preta a gosto. Misture.
Faça uma ligeira cova no centro da farinha e coloque o ovo e a cerveja.
Envolva bem com um fouet, até ficar um polme homogéneo.
Acrescente a salsa picada e misture.
Leve ao lume uma frigideira com óleo abundante e deixe aquecer.
Mergulhe cada tira de feijão-verde no polme, escorra ligeiramente e coloque na frigideira com o óleo bem quente, deixando fritar até ficar douradinho.
Não lote a frigideira, para a temperatura do óleo não baixar e afetar a textura dos "peixinhos".
Retire-os da frigideira com uma escumadeira e coloque numa travessa com papel vegetal para absorver a gordura em excesso.
Sirva os peixinhos da horta, de preferência, ainda quentes. Como entrada, acompanhamento, com arroz de tomate, açorda de tomate…
Não há convívio português onde não existam os belos panados. Nada de versões light no forno, com carne de peru ou frango. 😁A simplicidade de um panado acabado de fritar, a servir de recheio a um pão simples...aqui está o ordinário a transformar-se em extraordinário. O conforto está no descomplicado e nas vezes que passamos por uma qualquer tasca e soltamos um..."Aqui cheira a panado!"
E como cada um tem a sua forma de preparar este petisco, decide também partilhar a minha…
(consumam fritos com moderação, pela vossa saúde 😊)
receita em vídeo 👇
INGREDIENTES (8-9 panados grandes)
800 gramas | febras de porco finas
300 ml | cerveja
1 | limão (sumo)
2 | dentes de alho grandes (picadinhos)
1 | folha de louro
q.b. pimentão doce
q.b. sal e pimenta preta
3 | ovos
q.b. pão ralado
q.b. óleo de girassol
PREPARAÇÃO
Num recipiente coloque a cerveja, esprema o sumo do limão, junte a folha de louro, o alho e condimente com o pimentão doce, o sal e a pimenta preta, a gosto. Misture.
Junte as febras e envolva bem nesta marinada. Deixe repousar umas 2 horas no frigorífico. Pode também deixar a marinar durante a noite.
Coloque pão ralado num prato de sopa, ou num qualquer recipiente com alguma profundidade.
Parta os ovos para outro prato, igualmente fundo. Condimente-os com um pouco de sal e pimenta preta. Bata bem com um garfo.
Escorra as febras e passe-as pelo ovo. De seguida, passe-as pelo pão ralado, de ambos os lados.
Aqueça uma frigideira com algum óleo de girassol, em lume médio/alto. Disponha as febras e reduza ligeiramente o lume para que não dourem muito no exterior e fiquem cruas no interior. Frite-os de ambos os lados.
Não coloque também demasiadas febras de uma só vez para não baixar a temperatura do óleo, evitando assim que os panados fiquem molengos.
Retire os panados da frigideira e disponha-os sobre papel de cozinha, para absorver a gordura.
Esprema um pouco de sumo de limão...estão prontos a servir!
DICA: Não descarte o ovo e pão ralado que possa eventualmente sobrar. Misture-os bem. Verta numa frigideira com um pouco de azeite e deixe cozinhar como uma panqueca, virando do outro lado, para cozinhar uniformemente.
Nada se desperdiça e fica uma panqueca salgada, surpreendentemente, saborosa!
Coloque as batatas, descascadas e partidas, numa panela. Adicione uma pitada generosa de sal e cubra com água.
Coza as batatas.
Entretanto, coloque o bacalhau num pano de cozinha limpo.
Cubra o bacalhau com o pano, formando uma trouxa e esfregue-o contra uma superfície até ficar bem desfiado (não pode ficar em lascas). Certifique-se também que o bacalhau fica totalmente seco.
Escorra a água das batatas. Esmague-as com a ajuda de um passe-vite, amassador de batata ou mesmo um garfo.
Numa taça coloque o bacalhau, as batatas, a cebola, o alho, a salsa e os ovos. Condimente com um pouco de noz moscada, e sal e pimenta preta a gosto.
Misture tudo muito bem, até ficar uma massa bem homogénea.
Com a ajuda de duas colheres de sopa molde os pastéis. Com uma colher pegue num pouco de massa e vá passando-a de colher em colher para moldar o bolinho.
Coloque óleo, ou azeite numa frigideira, e deixe aquecer bem.
Disponha os bolinhos [não coloque muitos de cada vez para não baixar a temperatura do óleo] e frite-os, virando-os para dourarem por todo.
Retire da frigideira e coloque-os sobre papel de cozinha para absorver o excesso de gordura.
Que me dizem a uns rissóis de pescada? Já não me lembro da última vez que fiz rissóis. Até porque são um pouco trabalhosos de preparar, mas o sabor compensa o tempo que possamos despender. E estes de pescada são tão bons. Agradam até a quem não é fã de peixe.
Gosto tanto do recheio, que faço sempre uma quantidade maior para sobrar. Junto com um pouco de arroz branco...que delícia!
INGREDIENTES (15 rissóis grandes)
Massa
280 gramas de farinha de trigo tipo 65 sem fermento
450 ml de água da cozedura da pescada (ou água normal)
30 ml de azeite (2 colheres de sopa)
q.b. sal
Recheio
350 gramas de pescada cozida e desfeita em pedaços pequenos (limpar de espinhas e pele)
1 cebola média picada
1 dente de alho grande picado
1 cenoura pequena ralada
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) cheia de farinha de trigo sem fermento
200 ml de leite
125 ml de água da cozedura da pescada
2 colheres (sopa) bem cheias de salsa fresca picada
1 folha de louro
q.b. de noz moscada
q.b. de caril em pó
q.b. sal e pimenta preta
q.b. azeite
Polme
2 ovos batidos
q.b. pão ralado
PREPARAÇÃO
Recheio
Coloque num tacho água suficiente para que possa ser usada na receita com um pouco de sal. Coloque a pescada e deixe cozer.
Retire com uma escumadeira e limpe de espinhas e pele e desfaça em pedaços pequenos.
Num tacho coloque um pouco de azeite. Junte o louro, a cebola e o alho.
Refogue uns minutos até a cebola começar a ganhar uma cor ligeiramente translúcida.
Adicione a cenoura, mexa e deixe refogar mais um minuto.
Junte a manteiga e misture até derreter. O lume deve variar entre o baixo e médio.
Retire a folha de louro.
Acrescente a farinha e misture bem no refogado.
Adicione um pouco do leite e mexa.
Coloque o restante leite e água da cozedura da pescada.
Envolva tudo muito bem, até começar a engrossar. Tenha em atenção a temperatura, para não deixar cozinhar demasiado. Coloque no mínimo o fogo/temperatura.
Condimente com noz-moscada, caril, e sal e pimenta preta a gosto. Misture bem.
Acrescente a pescada e a salsa, e misture com cuidado o peixe para não desfazer demasiado.
Coloque o preparado numa taça e deixe arrefecer totalmente. Ao arrefecer vai engrossar ainda mais.
Massa
Num tacho coloque a água da cozedura da pescada com mais um pouco de sal (não muito), o azeite e deixe ferver.
Mal ferva junte toda a farinha, e mexa de imediato e sem parar para que a água seja absorvida e a farinha não fique com grumos.
Mexa sempre, em lume baixo para que a farinha coza e comece a descolar do fundo do tacho, mas sem queimar.
Quando descolar, bastam alguns minutos, deite a massa numa superfície polvilhada com farinha (não muita), e amasse-a um pouco (cuidado para não se queimar).
Vamos deixar a massa arrefecer um pouco, mas não totalmente, já que temos de a trabalhar ainda morna).
Divida a massa na metade para ser mais fácil de usar e mantenha-a morna usando um pano de cozinha limpo. E vamos retirando à medida que a formos usando.
Preparação dos rissóis
Com um rolo da massa vá esticando-a até obter a espessura desejada.
Pessoalmente, não gosto da massa muito grossa, mas convém ter alguma espessura para os rissóis fritarem bem sem rebentar.
Coloque um pouco de recheio na massa, não muito, mais ou menos uma colher de sobremesa bem cheia.
Cubra com a massa e corte usando um copo.
(Tenha em atenção para o recheio não ficar muito junto de onde corta, nem encha demasiado os rissóis)
Repita esta operação com toda a massa.
Para panar os rissóis
Coloque em dois pratos de sopa, os 2 ovos batidos e no outro pão ralado.
Passe cada um dos rissóis, primeiramente por ovo, e de seguida por pão ralado em ambos os lados
Eu usei as mãos, uma passava o ovo e com a outra o pão ralado. Mas pode também usar dois garfos.
Disponha-os num tabuleiro polvilhado com pão ralado.
Pode fritá-los, em azeite ou óleo. Usar a Air fryer, ou mesmo o forno. No forno não ficam tão crocantes, mas é uma opção para quem não consome fritos.
Para fritar, deixe aquecer o azeite/óleo e deixe-os fritar de ambos os lados. Retire-os com uma escumadeira, colocando-os num prato com papel de cozinha absorvente. Deixe arrefecer e não os tape ainda quentes para não amolecerem.
Podem também congelar. Se possível, coloquem os rissóis com o tabuleiro (para ficarem separados) no congelador/arca e quando tiverem congelados, podem passá-los para um saco ou para uma caixa de conservação.
Os rissóis são confecionados congelados, sem necessidade de descongelação.
Bolinhos ou pastéis de bacalhau? Isso depende. Eu sempre chamei bolinhos, e é assim chamado no norte do país. São uma iguaria bem portuguesa, e podem ser encontrados nos mais diversos restaurantes, aqueles bem tradicionais, ou nas tascas perdidas pelo país, de norte a sul.
A sua popularidade é tanta, que foi uma das sete receitas finalistas candidatas às "7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa".
O seu ingrediente principal é o bacalhau. Receitas com este peixe são um deleite, e fazem as delícias de milhões de pessoas. Acho que não há ingrediente tão enraizado numa cultura, como o bacalhau em Portugal. E isso vê-se nas centenas de receitas confeccionadas com este ingrediente tão especial.
Eu vou confessar, perco-me por um belo petisco, se for frito ainda melhor. E bolinhos de bacalhau são bons em todas as ocasiões, acompanhados das mais variadas formas. Simples com umas azeitonas pretas ao lado e um copo de vinho tinto, no pão, uma salada de feijão frade ou até de grão, um belo arroz malandro de feijão, ou a minha combinação favorita, arroz de tomate.
Portugal é realmente um paraíso neste mundo gigante de tanta diversidade. Um paraíso que não trocaria por nada. É certo que a população não tem uma mente evoluída, mas em relação a isso, é o que é, o que nos torna humanos e diferentes, talvez com o passar dos anos consigamos chegar à conclusão do que é importante. Mas, a comida? A meteorologia? Os locais pitorescos? A história? Todo o ambiente em cada recanto e aldeia? A história por detrás de cada portada de uma qualquer janela, fazendo adivinhar os amores e desamores dos seus habitantes? É essa a beleza que me faz adorar o nosso país.
E não só nós portugueses sabemos o valor deste canto à beira mar plantado. Não será coincidência Portugal, e algumas das suas cidades terem já sido eleitos como dos mais belos lugares a serem visitados.
Esta é a primeira partilha de receita relativa à rubrica "Comidas do Mundo". Espero que gostem, e que me acompanhem nos restantes onze meses, onde onze receitas de onze países irão passar por aqui.
Ingredientes
450 gramas de bacalhau demolhado
325 gramas de batata
1 cebola média (picada bem finamente)
2 dentes de alho grandes (picados bem finamente)
2 ovos L
1 molho generoso de salsa fresca (picada finamente)
Noz moscada q.b. (opcional)
Sal e pimenta preta q.b.
Azeite ou óleo (para fritar os bolinhos)
Preparação
Descasque as batatas e coloque-as a cozer numa panela com água temperada com sal.
Escorra a água e faça as batatas em puré (com a ajuda de passe-vite, amassador de batata ou mesmo um garfo).
Escorra o bacalhau de qualquer água de onde esteve a demolhar.
Retire a pele e todas as espinhas.
Coloque-o num pano de cozinha limpo.
Cubra o bacalhau com o pano e esfregue-o até ficar desfiado em fios (não pode ficar em lascas). O bacalhau tem também de ficar bem seco.
Numa taça coloque o bacalhau, as batatas, a cebola, o alho, a salsa e condimente com um pouco de pimenta preta e uma pitada de noz moscada.
Misture tudo muito bem com uma colher de pau, até ficar uma massa bem homogénea.
Entretanto aqueça bastante azeite numa frigideira (podem usar óleo).
Com a ajuda de duas colheres de sopa molde a massa dos pastéis.
Com uma colher pegue num pouco de massa e vá passando-a de colher em colher para moldar o bolinho.
Frite-os, e vá virando para ficarem dourados em todos os lados.
Retire da frigideira e coloque-os numa travessa com papel de cozinha para absorver o excesso de gordura.
Há muito tempo que me apetecia comer um frango frito, numa espécie de nuggets, e quando vi esta receita na revista TeleCulinária tinha mesmo de fazer! Adorei o sabor, é uma receita simples, mas que resulta na perfeição, e fica mesmo crocante!
Receita retirada da revista TeleCulinária nº1896
INGREDIENTES (serve 4 a 5 pessoas)
5 peitos de frango
1 iogurte natural
Sumo de 1/2 limão
0,5 dl de azeite
2 colheres (sopa) de pimentão-doce
1 colher (sopa) de alho em pó
1 colher (chá) de ervas de Provença
Sal e pimenta q.b.
Farinha e pão ralado q.b.
Óleo q.b.
MODO DE PREPARAÇÃO
Misture o alho em pó com o azeite, o sumo de limão, o iogurte natural, metade do pimentão-doce e as ervas de Provença, tempere com sal e pimenta.
Corte os peitos de frango em cubos, tempere-os com a pasta e deixe repousar no frigorífico 1 hora.
Passe os cubinhos de frango pela farinha e pão ralado.
Numa frigideira aqueça o óleo e frite o frango até ficar douradinho.
Retire e deixe escorrer, polvilhe com o restante pimentão-doce.
Os Falafel são um pequeno bolo frito, feito na sua maioria de grão-de-bico.
É típico do Médio Oriente, e é habitual observar vendedores locais pelas ruas com os Falafel. São uma verdadeira delícia no que ao sabor diz respeito, e são extremamente estaladiços. Falafel está sem dúvida no topo das minhas preferências. Acreditem, são mesmo irresistíveis. Uma excelente opção vegan, saudável, que irá conquistar até aqueles que não dispensam a carne. Podem fazer no forno, mas tenham em atenção que não vai ficar tão crocante nem saboroso.
Esta receita está também num video que preparei. Fica bem mais fácil para vocês verem a sua preparação.
Tenho a certeza que vão gostar!
É o petisco perfeito para o verão!
Ingredientes
250 gramas de grão-de-bico cru
1 cebola média (picada grosseiramente)
2 dentes de alho (picados grosseiramente)
1 molho pequeno de salsa fresca (picada)
1 molho pequeno de coentros frescos (picado)
1 colher (chá) de cominhos em pó
1 colher (chá) de pimenta preta
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
q.b. flor de sal ou sal marinho
1 lima (sumo)
Preparação
Coloque o grão-de-bico numa taça e encha-a com água.
Deixe o grão hidratar de um dia para o outro (12 a 14 horas).
Escorra o grão-de-bico, e coloque-o numa taça (pode ser a mesma).
Junte todos os ingredientes, e triture, usando um processador de alimentos, 123, ou até mesmo uma liquidificadora (tem de ter potência, pois o grão utilizado está cru).
Triture tudo até ficar uma espécie de massa moldável.
Forme pequenas bolas com as mãos, e achate dando o formato de hambúrguer.
Frite bem de ambos os lados em óleo (eu usei girassol).
Tenha em atenção a temperatura do fogão para não deixar queimar os bolinhos.
Escorra-os em papel absorvente.
São melhores servidos ainda mornos acabados de fritar.
Acompanhe com pão pita e molho de iogurte, de pepino, tahine, humus. A escolha é imensa e deliciosa.
Nota: Se achar necessário coloque um pouco de farinha de milho ou trigo para ligar o ingredientes.
"Estas são das melhores pataniscas que já comi". Não fui eu que disse, mas também as acho muito boas. Nada me faz deliciar mais do que belos petiscos e pratos portugueses. E as pataniscas estão bem lá em cima nas minhas preferências. Esta receita têm um toque, que para mim, torna-as tão boas, que fizeram as pessoas que as provaram adorar (e isso deixa-me muito feliz). Juntei caril à receita, eu sei...não é nada português, mas pensei, porque não? E ficou delicioso. Acho que é a mistura das ervas aromáticas, embora seja comum apenas a salsa, também coloquei cebolinho. Fica uma combinação muito apetitosa. Também vou ficar feliz se fizerem ai em vossa casa, e partilharem comigo o resultado!
Fiz também um video com o passo-a-passo.
Ingredientes (cerca de 14 pataniscas médias)
400 gramas de bacalhau demolhado (desfiado)
4 ovos
200 gramas de farinha de trigo (peneirada)
100 ml de água
1 cebola (picada)
1/2 pimento vermelho pequeno (picado)
1 colher (café) de caril em pó (opcional)
1 colher (café) de fermento em pó
2 colheres (sopa) cheias de salsa fresca picada
1 colher (sopa) cheia de cebolinho picado)
q.b sal marinho
1 colher (café) de pimenta preta
Óleo vegetal (para fritar)
Preparação
Numa tigela coloque a farinha, o caril, pimenta, sal e o fermento. Misture com umas varas.
Junte os ovos e a água, e incorpore tudo muito bem.
Adicione a cebola e o pimento picados em cubinhos bem pequenos, e envolva.
Por último junte o bacalhau, a salsa e o cebolinho, misture bem.
Entretanto numa frigideira larga coloque óleo, e deixe aquecer (não demasiado).
Com a ajuda de uma concha deite um pouco do preparado na frigideira, espalhando um pouco se necessário.
Deixe fritar até ir começando a dourar, e com dois garfos vá virando.
Não coloque muitas pataniscas a fritar de uma só vez, para a temperatura do óleo não baixar.
Disponha num tabuleiro folhas de papel de cozinha, e vá colocando as pataniscas, para absorverem a gordura.
Uma das minhas receitas favoritas de bacalhau, é Bacalhau à Brás. Já tenho aqui no blog uma receita mais tradicional, mas desta vez decidi partilhar uma com courgette e cebolhinho. São umas adições que tornam o prato ainda mais saboroso.
Ingredientes (serve 6 pessoas)
400 gramas de bacalhau desfiado (demolhado)
200 gramas de batata palha frita (de compra ou feita em casa veja aqui)
1 courgette pequena
2 cebolas médias
2 dentes de alho grandes
5 ovos tamanho L
1 folha de louro
1 colher (sopa) de salsa fresca picada
1 colher (sopa) de cebolinho picado
q.b. pimenta preta
q.b. azeite (de boa qualidade)
q.b. azeitonas pretas
Preparação
Corte a cebola em meias luas finas, e lamine os dentes de alho.
Com um ralador rale a courgette.
Numa frigideira grande anti-aderente coloque azeite até cobrir o fundo (mas não em demasia).
Coloque a cebola, o alho, e o louro, deixe refogar até a cebola amolecer e ficar com uma cor translúcida (não deixe alourar).
Junte a courgette e salteei mais um pouco.
Junte o bacalhau, misturando no refogado e condimente com pimenta a gosto.
Deixe cozinhar uns minutos.
Junte a batata palha aos poucos, e vá misturando cuidadosamente.
Deixe a batata amolecer um pouco.
Junte a salsa e o cebolinho.
Numa tigela bata bem os ovos com um garfo.
Verta os ovos no bacalhau, e envolva bem até cozinharem (não em demasia, para não ficarem secos).
Coloque no prato de servir e guarneça com azeitonas.
Alheira é dos meus enchidos favoritos, e raramente consigo resistir, e quando vi esta receita na revista TeleCulinária, sabia que tinha de experimentar. Uma combinação deveras deliciosa. Gostei tanto que fiz uma quantidade generosa e congelei para ter sempre à mão! É simples de fazer e rende bastante, logo é uma receita económica. Podem servir de aperitivo numa festa, ou acompanhado com um arroz malandrinho, fica delicioso!
Ingredientes (cerca de 12 croquetes)
1 alheira
1 maçã verde
1/2 cebola
1 chávena (chá) de pão ralado
1 colher (sopa) de manteiga (usei azeite)
1 colher (sopa) de salsa picada
1 colher (sopa) de cebolinho picado
Sumo de 1/2 limão
Óleo para fritar
Preparação
Leve ao lume um tachinho com a manteiga e a cebola picada e deixe refogar. Retire e reserve.
Elimine a pele à alheira, coloque o recheio numa picadora, junte a cebola e triture. Retire para uma tigela e junte a maçã previamente ralada, a salsa picada, o sumo de limão e o cebolinho picado. Misture tudo muito bem.
Molde croquetes com a mistura anterior e passe-os pelo pão ralado, o ovo batido e depois novamente pelo pão ralado. Reserve.
Leve ao lume uma frigideira com óleo abundante e deixe aquecer bem. Junte os croquetes e deixe fritar. Retire e deixe escorrer sobre papel absorvente.
receita retirada na íntegra: TeleCulinária nº1934 Junho 2016
Apeteciam-me uns panados, mas não tinha pão ralado, e pensei se com o peru ficaria bem o polme que se usa com os filetes de peixe por exemplo (ovo e farinha). Ficou muito bom, tão bom, que decidi partilhar. Não é nada de novo é certo, mas nunca tinha comido desta maneira, e fiquei surpreendida pois fica mais leve do que com o pão ralado, e arrisco-me a dizer, igualmente saboroso (para o meu gosto). Porque quando nos apetece fritos temos de comer fritos, e eu não me importo com os cheiros, nem com o que suja! Mas não é algo que se possa comer todos os dias claro, mas acho que não nos devemos privar.
Ingredientes
8 peitos de peru finos
1 limão grande (sumo)
4 dentes de alho
1 folha de louro
1 colher (chá) de pimentão doce
q.b. farinha de trigo
4 ovos L
1 molho de salsa pequena
q.b. sal e pimenta preta q.b.
Óleo de girassol q.b.
Preparação
Num recipiente colocar o peru, o sumo do limão, os dentes de alho laminados, a folha de louro, o pimentão doce, e o sal e pimenta preta a gosto.
Misturar bem os ingredientes e deixar a marinar uns 30 minutos.
Colocar num prato fundo farinha e colocar um pouco de sal a gosto.
Noutro prato bater com um garfo os ovos, e condimentar com pimenta preta a gosto e juntar a salsa picada.
Numa frigideira colocar o óleo, e deixar aquecer bem (mas não em demasia).
Passar todos os peitos de peru por farinha e sacudir o excesso.
Passar pelo ovo um a um, colocar de imediato na frigideira e fritar de ambos os lados até dourar.
Disponha numa travessa papel de cozinha, e coloque o peru à medida que for fritando para absorver a gordura em excesso.
Sugestão: Se gostar do sabor do limão esprema um pouco em cima do peru já depois de frito, fica delicioso.
Rissóis caseiros vs Rissóis de compra? Nem precisava responder, mas rissóis caseiros sempre :D
A única coisa chata é que dão imenso trabalho a fazer...aliás, consome muito tempo, mas no fim compensa. Estes são de peixe (pescada), e são tão bons! Se se sentirem corajosos, e com vontade de ocupar umas valentes horas do vosso dia, esta é a receita certa! :D
INGREDIENTES (35 rissóis grandes)
Massa
1 tigela de farinha de trigo sem fermento (medida cerca de 620 ml)
1 tigela de água da cozedura da pescada (ou água simples) (medida cerca de 620 ml)
0,5 dl de azeite
q.b. sal
Recheio
600 gramas de pescada
2 cebolas
2 dentes de alho
1 cenoura (ralada)
0,5 dl de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo sem fermento
4 dl de leite
2,5 dl de água da cozedura da pescada
2 colheres (sopa) cheias de salsa fresca picada
1 colher (café) de noz moscada
1 colher (café) de curcuma
1 colher (sobremesa) de caril em pó
q.b. sal e pimenta branca q.b.
Polme
2 ovos tamanho M + 1 colher (sopa) de água
q.b. pão ralado
PREPARAÇÃO
Recheio
Numa panela colocar a pescada a cozer em água suficiente para que sobre para o resto da receita com um pouco de sal cerca de 10 minutos.
Retirar com uma escumadeira e desfiar (retirar as espinhas e peles se for o caso).
Num tacho colocar a refogar a cebola e os alhos picados finamente no azeite até ficar com uma cor translúcida.
Juntar a manteiga e mexer até derreter.
Juntar a cenoura, e mexer mais um pouco.
Adicione a farinha, e junte um pouco do leite, misture bem.
Colocar o restante leite e água da cozedura da pescada.
Envolva tudo muito bem, e deixe começar a engrossar.
Condimente com a curcuma, o caril, a noz-moscada, e sal e pimenta a gosto, mexa.
Junte a pescada e a salsa, e misture com cuidado para não desfazer demasiado a pescada.
Deixe arrefecer totalmente o recheio.
Massa
Num tacho coloque a água da cozedura da pescada com um pouco de sal, o azeite e deixe ferver.
Mal ferva junte a farinha toda, e mexa de imediato e freneticamente para que a água seja absorvida.
Mexa sempre para que a farinha coza e comece a descolar do fundo do tacho.
Quando descolar, deite a massa numa superfície polvilhada com farinha, e amasse-a um pouco (cuidado para não se queimar).
Deixe a massa arrefecer um pouco (não a deixe esfriar totalmente, tem de se trabalhar com ela morna).
Mantenha a massa morna usando um pano de cozinha limpo a tapar enquanto for usando para fazer os rissóis.
Preparação dos rissóis
Com um rolo da massa vá esticando a massa (divida-a em bolas para ser mais fácil de usar), até obter a espessura desejada. Eu gosto dela nem muito fina, nem muito grossa para fritarem bem, e não rebentarem.
Coloque com a ajuda de duas colheres de sobremesa um pouco de recheio na massa, cubra o recheio e corte a massa usando um copo ou cortador de rissóis.
(Tenha em atenção para o recheio não ficar muito junto de onde corta, nem encha demasiado os rissóis)
Repita esta operação com toda a massa.
Para panar os rissóis
Bata num prato de sopa os ovos e a água com um garfo.
Coloque pão ralado noutro prato de sopa.
Passe cada um dos rissóis por ovo, e de seguida por pão ralado em ambos os lados (use dois garfos, ou as mãos).
Congelar ou prepará-los:
Pode congelar, ou fritar em óleo se os for consumir.
Congele-os num tabuleiro separadamente polvilhado com pão ralado, quando estiverem congelados, pode coloca-los num saco ou caixa de conservação. Frite-os congelados.
Frite num óleo à escolha, e retire-os com uma escumadeira, colocando-os num prato com papel de cozinha absorvente. Deixe arrefecer, e não os tape ainda quentes para não ficarem moles.